Austrália aumenta penalidades para plataformas que desrespeitarem proibição de redes sociais para menores

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Austrália impõe restrições rigorosas ao acesso de redes sociais para menores de 16 anos.

O governo australiano anunciou a elevação das multas para plataformas que não cumprirem a proibição de acesso a redes sociais por menores de 16 anos, agora fixadas em US$ 68 milhões (R$ 351,5 milhões).

A medida visa combater a evasão das restrições, que foram estabelecidas no final de 2025. As autoridades esperam que essa ação aumente a conformidade das plataformas com a nova legislação.

Este anúncio representa a primeira avaliação pública do governo sobre a eficácia da lei, que está sendo observada por nações que consideram implementar regras semelhantes. A baixa adesão das redes sociais pode impactar os planos de outros países em adotar restrições equivalentes.

Redes sociais alimentam problemas de saúde mental em adolescentes, diz estudo — Foto: Adobe Stock

Um estudo recente indica que as redes sociais podem contribuir para problemas de saúde mental em adolescentes, reforçando a necessidade de regulamentação nesse setor.

As plataformas sinalizadas pelas autoridades incluem Instagram, Facebook, TikTok, Snapchat, YouTube, X, Reddit, Kick e Twitch, todas com a responsabilidade de garantir que usuários menores de 16 anos não tenham acesso.

A legislação prevê multas significativas para as plataformas que não cumprirem as regras, com penalidades que podem chegar a 49,5 milhões de dólares australianos (R$ 178 milhões) por infração.

Além das multas, as plataformas também enfrentam riscos à sua reputação, uma vez que a violação da lei pode resultar em danos à imagem pública. O órgão regulador, eSafety, está ativamente monitorando a conformidade e espera melhorias significativas.

Pesquisas recentes revelam que um em cada cinco adolescentes australianos abaixo de 16 anos ainda acessa redes sociais, levantando questões sobre a eficácia dos sistemas de verificação de idade implementados pelas plataformas.

A eSafety identificou falhas críticas nas abordagens das redes sociais em relação à proibição, incluindo a necessidade de repetidas verificações para crianças que já informaram ter menos de 16 anos.

A análise também revelou que algumas plataformas permitem múltiplas tentativas de verificação de idade, facilitando o acesso a menores, além de apresentarem canais inadequados para denúncias de contas de usuários que não estão em conformidade.

O órgão regulador notificou cada plataforma sobre as preocupações atuais e as expectativas de melhorias necessárias para garantir a proteção dos menores de idade.

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