Bacellar é transferido para presídio federal após operação da Polícia Federal
Operação Unha e Carne avança com prisões e bloqueio de bens no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, a 5ª fase da operação Unha e Carne, no estado do Rio de Janeiro. A ação resultou na transferência do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para um presídio federal, como parte das medidas de combate à lavagem de dinheiro.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos investigados. As cidades-alvo foram Rio de Janeiro e São João de Meriti, onde agentes federais realizaram as diligências.
O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi novamente classificado como um “criminoso de alta periculosidade” pela Polícia Federal. As investigações visam aprofundar as apurações sobre uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro.
O Supremo Tribunal Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 22 milhões em bens e valores dos alvos da operação. Essa decisão reflete a gravidade das acusações e a necessidade de resguardar os ativos relacionados às atividades ilícitas.
Documentos apreendidos em fases anteriores da operação indicaram a existência de uma contabilidade paralela, estruturada para a lavagem de capitais. Além disso, surgiram indícios de pagamentos indevidos e doações eleitorais irregulares, o que intensifica as suspeitas sobre a atuação dos investigados.
A operação está interligada à ADPF 635, que estabelece diretrizes para operações de segurança pública em comunidades do Rio de Janeiro. O STF determinou que a Polícia Federal conduza investigações sobre os principais grupos criminosos e suas ligações com agentes públicos, buscando desmantelar redes de corrupção e crime organizado.
FASES ANTERIORES
A 1ª fase da operação foi iniciada em dezembro de 2025, com foco em Rodrigo Bacellar, e revelou que informações sigilosas da operação Zargun, realizada em setembro do mesmo ano, teriam sido vazadas para investigados, incluindo o ex-deputado TH Joias.
Na 2ª fase, também em dezembro de 2025, a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, em um desdobramento que sugere um possível conluio entre membros do Judiciário e políticos.
A 3ª fase, realizada em março de 2026, resultou em nova prisão de Rodrigo Bacellar, em Teresópolis, após decisões do STF que seguiram os desdobramentos da investigação e a cassação de seu mandato.
Por fim, na 4ª fase, em maio de 2026, a PF executou mandados relacionados a fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, resultando em prisões e buscas em diversos municípios do estado.
