Banco Master solicita investigação da PGR sobre contratação de escritório ligado a Lewandowski

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Investigação sobre ex-ministro Ricardo Lewandowski é solicitada por procurador-geral.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi instado a investigar possíveis casos de tráfico de influência e violações à Lei de Conflito de Interesses envolvendo o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Essa ação se dá após o escritório de advocacia do qual Lewandowski é sócio ter recebido mais de R$ 5 milhões do Banco Master, incluindo valores recebidos após sua posse em um cargo de alta relevância no governo federal.

A denúncia foi apresentada pelo deputado estadual Guto Zacarias, que se baseou em uma reportagem que revelou um contrato entre o Banco Master e o escritório de Lewandowski. O acordo estipulava um pagamento mensal de R$ 250 mil, levantando suspeitas sobre a legalidade e a ética da transação, especialmente em relação ao exercício de funções públicas.

O deputado destacou a necessidade de uma investigação para esclarecer a relação entre os valores recebidos, os serviços prestados e a atuação anterior de Lewandowski em um cargo público estratégico. Ele enfatizou que o interesse público está em jogo, não apenas pelo montante financeiro envolvido, mas também pelos riscos institucionais que podem surgir da utilização indevida de prestígio e informações obtidas durante o exercício de uma posição tão elevada na política de justiça e segurança pública do país.

Lewandowski atuou como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) até abril de 2023 e assumiu um cargo no governo de Lula em fevereiro de 2024. Recentemente, Gonet rejeitou pedidos de parlamentares que solicitavam o afastamento do ministro do STF, Dias Toffoli, da relatoria do caso Master, em função de reportagens que indicaram vínculos do magistrado com investigados e seus advogados.

Na representação, Zacarias requisitou que a PGR analise a compatibilidade dos valores pagos pelo Banco Master em relação aos serviços supostamente prestados pelo escritório de Lewandowski, além de investigar a possível participação de familiares ou pessoas próximas ao ex-ministro nas transações financeiras.

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