Bisneto de 12 anos questiona José Sarney, 96, sobre o fim da escala 6×1 no Instagram

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José Sarney e seu bisneto debatem sobre a proposta de redução da jornada de trabalho.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ultrapassou os limites políticos e agora envolve uma das famílias mais emblemáticas da política brasileira. O ex-presidente José Sarney, com 96 anos, e seu bisneto Bruno, de apenas 12 anos, estão no centro desse diálogo.

Recentemente, Sarney compartilhou em seu perfil no Instagram uma conversa com o jovem, que o questionou se era a favor ou contra a proposta de alteração da jornada de trabalho. Após hesitar em dar uma resposta direta, o ex-presidente sugeriu que Bruno expressasse sua opinião primeiro.

Bruno se posicionou a favor da proposta aprovada na Câmara dos Deputados e que atualmente está em tramitação no Senado. Para ele, a medida é “mais justa”, definindo justiça como “trabalhar menos”. Diante de sua declaração, Sarney revelou que também apoia a redução da jornada, fundamentando sua visão em motivos de justiça e razões sociais.

Finalizando sua publicação com bom humor, Sarney expressou o desejo de aproveitar um pouco de “preguiça”, algo que ele não tinha experimentado ao longo de sua vida, mencionando que “ninguém é de ferro”.

O impacto da nova jornada

No que diz respeito ao mercado e ao setor de serviços, que são os mais afetados por essa mudança, a proposta que foi discutida na Câmara dos Deputados, sob a liderança do presidente da Casa, buscou um equilíbrio para evitar o aumento excessivo dos custos para as empresas.

A proposta inicial previa uma redução drástica das atuais 44 horas para 36 horas semanais, além da mudança de 6×1 para 5×2. Contudo, após discussões no Congresso, o modelo aprovado sugere uma redução gradual para 40 horas semanais, mantendo cinco dias de trabalho e dois dias de descanso remunerado.

Ao refletir sobre o contexto econômico, Sarney apoiou a ideia do ministro do Supremo Tribunal Federal, que argumenta que o verdadeiro desafio da proposta é encontrar um equilíbrio entre proteção social e dinamismo econômico.

“Palmômetro” digital do Congresso

Para Sarney, a mobilização digital que acelerou a tramitação da proposta é uma realização de uma previsão que ele fez nos anos em que a Internet começou a ser utilizada no Senado. Como ex-presidente do Senado, ele acredita que a tecnologia mudaria a interação entre a sociedade e o poder decisório.

Ele citou a obra “Jornal de Timon”, do historiador João Lisboa, para comparar a pressão das redes sociais hoje com o “Palmômetro” do passado, que media a aprovação de políticos pela intensidade das palmas recebidas em público. Atualmente, esse “palmômetro” se traduz em trending topics e vídeos virais que influenciam o Congresso e o ambiente de negócios.

Com grandes mercados globais já experimentando a redução da jornada de trabalho para aumentar a eficiência, a validação por uma figura tão tradicional na política brasileira indica que a flexibilização do modelo 6×1 se firmou como uma tendência irreversível na agenda econômica do país.

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