Bolsas asiáticas enfrentam forte queda devido à pressão no Estreito de Ormuz

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Impasse entre EUA e Irã afeta mercados acionários na Ásia

As principais Bolsas de valores da Ásia registraram quedas significativas nesta segunda-feira, refletindo a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, que tem gerado incertezas no mercado financeiro.

A instabilidade no estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, tem gerado preocupações entre investidores, especialmente considerando que nações como China, Índia, Japão e Coreia do Sul dependem desse recurso para sustentar suas economias. As economias chinesa e indiana, em particular, são as maiores consumidoras do petróleo que transita por essa via marítima.

As principais Bolsas asiáticas apresentaram os seguintes resultados ao abrir:

  • Xangai (China) – -2,25%;
  • China A50 (China) – -1,70%;
  • CSI 1000 (China) – -2,68%;
  • Hang Seng (Hong Kong) – -3,18%;
  • Nikkei (Japão) – -3,68%;
  • Kospi (Coreia do Sul) – -5,78%;
  • STI (Cingapura) – -2,11%;
  • Nifty 50 (Índia) – -1,78%;
  • BSE Sensex (Índia) – -1,84%.

O QUE ACONTECEU NO FIM DE SEMANA

A crise no estreito de Ormuz tem impactado a economia global desde o final de fevereiro, com o bloqueio iraniano resultante de ataques dos EUA e de Israel elevando os preços do petróleo para além dos US$ 100 por barril. A guerra na região também afetou infraestruturas energéticas, ameaçando o fornecimento de gás em todo o mundo.

Para tentar resolver a situação, o presidente dos EUA fez uma declaração em suas redes sociais, ameaçando o Irã com ações militares caso o estreito de Ormuz não fosse reaberto em 48 horas. Ele indicou que as forças armadas norte-americanas poderiam atacar usinas de energia iranianas se o país não cedesse.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que fechará o estreito de Ormuz indefinidamente caso os EUA realizem os ataques prometidos. O controle do estreito está nas mãos do Irã desde o início do conflito, e o governo iraniano afirma que a restrição de tráfego é aplicada apenas a navios considerados hostis.

O bloqueio total ou parcial do estreito já resultou em um aumento nos custos de transporte na região, com seguradoras elevando drasticamente o preço de seus serviços para embarcações que transitam por ali, devido ao risco elevado de ataques.

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