Bolsonaro apresenta melhora clínica e é liberado da UTI
Ex-presidente Jair Bolsonaro recebe alta da UTI e é transferido para quarto hospitalar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma melhora significativa em sua saúde e foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (23). Ele permanecerá internado até sua completa recuperação, ainda sem previsão de alta.
O último boletim médico, divulgado na manhã do dia da transferência, indicava que sua saúde estava “clinicamente estável, com evolução favorável e sem intercorrências”. A equipe médica havia observado a possibilidade de transferência da UTI dentro de 24 horas, caso o paciente continuasse a apresentar um ritmo satisfatório de melhora. Bolsonaro estava na UTI desde o dia 13, tratando uma pneumonia bacteriana bilateral resultante de broncoaspiração.
A internação de Bolsonaro, que se estende desde o dia 13, é um reflexo de uma infecção respiratória grave. A situação clínica do ex-presidente gerou preocupações sobre sua saúde, especialmente considerando os desafios enfrentados durante o tratamento.
Desdobramentos no processo penal
A melhora na saúde de Bolsonaro coincide com avanços em seu processo de execução penal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-presidente. No parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral Paulo Gonet destacou a “necessidade da prisão domiciliar”, levando em conta as condições de saúde do réu.
O pedido de prisão domiciliar foi motivado pela internação hospitalar de Bolsonaro. Os advogados argumentaram que, apesar das adaptações feitas em sua cela no quartel do 19º Batalhão da PMDF, a saúde do ex-presidente continuava em risco dentro da unidade prisional. A demora de quatro horas entre o início dos sintomas e o atendimento emergencial reforçou a necessidade de uma transferência para um ambiente onde pudesse ser monitorado de forma contínua.
Atualmente, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e três meses por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão final sobre a concessão da prisão domiciliar ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
