Bolsonaro revela soluções superiores à média, segundo relatório médico
Ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta quadro de saúde preocupante com soluços persistentes.
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar devido a complicações de saúde, apresentando soluços acima da média, conforme o último boletim médico. Ele está sob acompanhamento após uma cirurgia no ombro direito realizada há pouco mais de um mês.
O boletim, enviado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, indica que Bolsonaro tem apresentado esse quadro de soluços nos últimos sete dias. Informações de fontes próximas ao ex-presidente revelam que ele tem sentido dores, caracterizando sua condição como preocupante.
O médico responsável, Brasil Ramos Caiado, mantém um regime de “doses elevadas” de medicações específicas e uma “rigorosa dieta com baixo teor de acidez”. Apesar de apresentar estabilidade cardiológica, Bolsonaro se queixa de leve cansaço e fadiga durante esforços moderados, além de desconforto ao movimentar o ombro direito.
A avaliação pulmonar revelou que uma alteração residual na base do pulmão esquerdo permanece inalterada. Em março, o ex-presidente foi internado com broncopneumonia bacteriana bilateral, o que complicou ainda mais seu estado de saúde.
O fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas também relatou que Bolsonaro continua utilizando uma tipoia e enfrenta dificuldades ao movimentar o braço, com limitação significativa de movimentos. A fisioterapia está focada na liberação da cicatriz cirúrgica e no relaxamento muscular, visando a manutenção das condições teciduais da região cervical e da cintura escapular.
Durante uma sessão de fisioterapia na última quinta-feira, o ex-presidente apresentou episódios de soluços persistentes, o que impactou sua condição física e a eficácia do atendimento. Devido ao cansaço e fadiga, não foi possível realizar exercícios ativos e passivos para o ombro, levando o fisioterapeuta a recomendar a continuidade dos atendimentos.
Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sendo preso em novembro após tentar violar sua tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, recebeu autorização para prisão domiciliar humanitária por 90 dias, em meio ao tratamento de sua broncopneumonia e sequelas da facada que sofreu em 2018.
