Bolsonaros de IA fazem campanha contra Flávio nas redes sociais nesta eleição

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Vídeos de inteligência artificial de Bolsonaro circulam nas redes sociais, gerando polêmica.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar e proibido de se manifestar publicamente, tem sua imagem utilizada em vídeos de inteligência artificial nas redes sociais, criando a impressão de que está em campanha para as eleições de 2026.

Em um dos vídeos, um avatar de Bolsonaro clama por apoio, afirmando que está enfrentando dificuldades e pede que seus seguidores cliquem em um botão para ajudá-lo. Em outra gravação, aparece ao lado de seu filho Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, convocando os eleitores a mostrarem força nas urnas.

Um terceiro vídeo apresenta o avatar anunciando uma falsa autorização para sua candidatura, pedindo que os apoiadores compartilhem a mensagem. Esses vídeos, no entanto, não são de Bolsonaro em si, mas sim deepfakes, uma tecnologia que cria simulações realistas de voz e imagem.

Os deepfakes têm se tornado uma ferramenta controversa, permitindo que a tecnologia manipule conteúdos de forma a fazer parecer que pessoas estão dizendo ou fazendo coisas que nunca ocorreram. Essa prática levanta questões éticas e legais, especialmente em um contexto eleitoral.

Flávio Bolsonaro utilizou um deepfake do pai durante a convenção do PL para oficializar sua candidatura, mostrando um vídeo curto onde o avatar de Bolsonaro pede apoio a seu filho. O vídeo começa com a declaração de que não se trata do verdadeiro Bolsonaro, mas de uma simulação gerada por inteligência artificial.

Além da convenção, foram encontrados vários outros vídeos nas redes sociais, onde o “Bolsonaro de IA” faz apelos ou até critica o filho, sugerindo que ele não tem capacidade para ser presidente, o que demonstra o potencial de manipulação dessa tecnologia.

A utilização de deepfakes na campanha eleitoral levanta a necessidade de uma posição clara da Justiça Eleitoral. Especialistas em direito eleitoral têm opiniões divergentes sobre a legalidade dessa prática, especialmente considerando que as regras atuais proíbem o uso de deepfakes em campanhas.

A legislação eleitoral veda expressamente o uso de deepfakes, independentemente da intenção de prejudicar ou favorecer candidatos. No entanto, a aplicação dessas regras em períodos de pré-campanha gera incertezas, já que a interpretação das normas pode variar.

A campanha eleitoral formal começa em 16 de agosto, e a discussão sobre a legalidade do uso de deepfakes continua a ser um tema relevante e complexo. Especialistas alertam que a jurisprudência existente precisa ser aplicada de forma rigorosa para evitar abusos durante o processo eleitoral.

Vídeo na convenção sob análise do TSE

Após a convenção em que o deepfake foi exibido, a Federação Brasil da Esperança, ligada ao PT, apresentou uma representação contra o PL e Flávio Bolsonaro por propaganda eleitoral antecipada. O TSE designou um relator para a ação, que analisará a legalidade do uso do deepfake.

Os advogados de Flávio argumentaram que o vídeo não teve a intenção de enganar o público. No entanto, especialistas divergem sobre a legalidade da exibição do deepfake, considerando que a identificação da simulação no início do vídeo pode não ser suficiente para evitar a ilegalidade.

Além da investigação eleitoral, a situação de Bolsonaro se complica devido à sua condição de preso e às restrições sobre o uso de redes sociais. O Supremo Tribunal Federal exigiu esclarecimentos sobre a autorização para o uso da imagem e voz de Bolsonaro no vídeo exibido na convenção.

A defesa do ex-presidente afirmou que ele não autorizou a utilização de sua imagem, citando a suspensão de visitas entre pai e filho. A decisão do STF sobre essa questão pode impactar a campanha de Flávio e a legalidade do uso de deepfakes.

E os perfis nas redes sociais?

As páginas que publicaram deepfakes de Bolsonaro também podem enfrentar consequências legais. Especialistas afirmam que a proibição se aplica igualmente a candidatos e cidadãos comuns, visando evitar a circulação de conteúdos manipulados.

A partir do início do período eleitoral, a Justiça poderá considerar esses conteúdos como irregulares. A quantidade de casos envolvendo deepfakes pode ser alta, e a Justiça Eleitoral está se preparando para lidar com essa nova realidade, embora reconheça a dificuldade em controlar totalmente o que circula nas redes.

O TSE implementou um sistema para que a população possa denunciar desinformação eleitoral, incluindo o uso de tecnologias digitais enganosas. Além disso

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