Boulos afirma que governo rejeitará término da 6 X 1 com transição prolongada
Governo rejeita proposta de transição longa para mudanças na jornada de trabalho.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou que o governo federal não apoiará propostas que prevejam um longo prazo de transição para o fim da escala 6×1. A afirmação foi feita durante o programa “Bom dia, Ministro”, transmitido pelo Canal Gov.
Boulos destacou que existe um lobby de setores empresariais que busca aprovar mudanças que só entrariam em vigor após muitos anos. Ele criticou essa estratégia, afirmando que não aceitarão a proposta que sugere a implementação das mudanças em um período tão extenso.
O ministro também ressaltou que a lentidão na aprovação das mudanças contrasta com a rapidez com que benefícios são concedidos a congressistas e membros do Judiciário. Ele questionou a lógica por trás de aprovações que entram em vigor imediatamente, enquanto mudanças que beneficiam a classe trabalhadora são adiadas.
Além disso, Boulos alertou que mesmo após uma possível aprovação na Câmara, a proposta pode não avançar no Senado, uma vez que não possui urgência constitucional. Ele expressou preocupação com a possibilidade de a proposta ficar estagnada no Senado.
A posição do governo é pela eliminação imediata da escala 6×1, garantindo que não haja redução salarial e que a jornada semanal seja de 40 horas. Essa discussão envolve a unificação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) apresentadas por deputados de diferentes partidos.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto com urgência constitucional sobre o tema. O relator da proposta anunciou que apresentará seu parecer em breve.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, demonstrou otimismo em relação à aprovação do texto nas próximas semanas. De acordo com estimativas do governo, cerca de 37 milhões de trabalhadores podem ser afetados pelas mudanças propostas na jornada de trabalho.
