Boulos afirma que Mendonça não pode pautar eleição em jogo empatado

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Ministro destaca necessidade de mobilização para reeleição de Lula em cenário eleitoral acirrado.

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reconheceu o cenário desafiador que se apresenta nas eleições presidenciais. Em um evento realizado em São Paulo, ele apontou que as pesquisas eleitorais indicam um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu principal adversário, Flávio Bolsonaro.

Boulos enfatizou a importância de organizar uma reação efetiva para garantir a reeleição de Lula e derrotar o bolsonarismo de maneira definitiva. Ele afirmou que é necessário um novo momento na campanha, onde a estratégia será confrontar os adversários de forma direta e incisiva.

Em sua fala, o ministro destacou que a campanha deve ser pautada pela comparação da realidade vivida pelo povo, buscando quebrar a blindagem em torno dos adversários, um a um. Ele alertou que não é prudente entrar em desespero nas últimas horas antes da eleição, caso as pesquisas não apresentem resultados favoráveis.

Recentemente, uma pesquisa indicou que Flávio Bolsonaro lidera numericamente com 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 45%. O cenário é considerado de empate técnico, dado que a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.

Boulos também criticou o vazamento de inquéritos, responsabilizando o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, por criar um clima negativo na eleição. Ele afirmou que não pode ser um ministro do STF a ditar os rumos da eleição no país.

FLÁVIO BOLSONARO

O ministro não poupou críticas a Flávio Bolsonaro, chamando-o de um dos maiores bandidos a se candidatar à presidência da República. Boulos acusou o candidato de usar métodos sujos em sua campanha e de não ter autoridade moral para criticar seus opositores.

Ele ainda associou a família Bolsonaro ao imperialismo dos Estados Unidos, representado por Donald Trump, e afirmou que a luta política não será fácil, alertando que é uma guerra que exige enfrentamento e mobilização constante.

RETIRADA DE SIGILO

Boulos mencionou a recente retirada de sigilo de processos relacionados a investigações sobre o Banco Master, que incluem inquéritos que apuram o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação foca em Flávio Bolsonaro, que é apontado como o elo entre a captação de recursos para a obra e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O ministro afirmou que a queda do sigilo das investigações será prejudicial a Flávio, reiterando que a cada sigilo que é retirado, ele se compromete ainda mais.

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