Boulos critica compensação a empresas após fim da escala 6×1

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Boulos critica compensação para empresas com fim da escala 6×1

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, expressou sua oposição à proposta de compensação econômica para empresas em virtude do fim da escala 6×1, onde os trabalhadores atuam por seis dias seguidos com apenas um dia de descanso.

Durante uma audiência pública na comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, Boulos argumentou que a discussão sobre compensações não é razoável. Ele comparou a situação a aumentos no salário mínimo, ressaltando que nunca se cogitou compensar os empresários por isso.

O ministro questionou a lógica de financiar compensações com recursos dos próprios trabalhadores, que, ao reduzirem sua jornada, ganham mais tempo para descanso. Essa mudança é vista como uma questão humana e deveria ser apoiada por todas as forças políticas do país, segundo Boulos.

A audiência também contou com a participação de Rick Azevedo, vereador no Rio de Janeiro e fundador do Movimento Vida Além do Trabalho. Azevedo compartilhou sua experiência de 12 anos em empregos que exigiam a escala 6×1, destacando as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores nessa jornada desgastante.

Ele enfatizou a falta de dignidade que essa escala impõe a famílias e jovens, e criticou a ideia de compensações para empresários, afirmando que a mudança deveria ter ocorrido há muito tempo.

Recentemente, ministros do governo e líderes da Câmara dos Deputados chegaram a um consenso sobre a proposta de alterar a Constituição para garantir descanso remunerado de dois dias por semana, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas.

Um projeto de lei também será enviado com urgência para ajustar a legislação às novas diretrizes da PEC. A principal pendência é decidir sobre a necessidade de compensações para os empresários e a implementação de um período de transição para a nova escala.

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