Brasil e USTR realizam quinta reunião para discutir tarifas sobre produtos brasileiros

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Reunião entre Brasil e EUA discute tarifas sobre produtos brasileiros.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou a realização de uma importante reunião de alto nível com o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), focando nas tarifas que podem ser impostas pelo governo americano a produtos brasileiros.

Durante o encontro, que ocorreu na tarde de terça-feira (14), o Brasil reiterou sua posição contrária à aplicação das tarifas recomendadas, considerando-as injustas. O MDIC destacou a sobretaxa de 25% proposta na Seção 301, que diz respeito a práticas específicas relacionadas ao Brasil, e uma outra de 12,5% que abrange diversas economias devido a questões ligadas ao trabalho forçado.

As negociações entre os dois países tiveram início em 7 de maio, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump decidiram criar um grupo de trabalho para fomentar o diálogo comercial. O MDIC, juntamente com o Ministério das Relações Exteriores e a Assessoria Especial do Presidente, esteve presente na discussão.

Em comunicado, o ministério brasileiro enfatizou que as justificativas apresentadas na Seção 301 não sustentam a imposição das tarifas. Além disso, reafirmou que a aplicação de sobretaxas não é a melhor abordagem para a construção de um acordo bilateral que beneficie ambas as partes.

No início de junho, o USTR já havia divulgado recomendações de sobretaxas a produtos brasileiros, com base nas alegações de práticas comerciais desleais, incluindo questões envolvendo comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais e proteção da propriedade intelectual, além de preocupações ambientais, como o desmatamento ilegal.

A decisão a ser anunciada nesta quarta-feira (15) não só definirá a aplicação das tarifas, mas também a lista de produtos afetados, que inclui aeronaves, itens agropecuários e insumos industriais.

A quinta reunião ocorreu às vésperas do prazo para a definição das tarifas a serem aplicadas, consolidando a atenção sobre itens do setor agropecuário brasileiro que já estão na lista de possíveis tarifas.

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