Brasil estende emergência zoossanitária devido à gripe aviária
Ministério da Agricultura prorroga estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias devido à gripe aviária.
O Ministério da Agricultura anunciou a prorrogação do estado de emergência zoossanitária em todo o Brasil por mais 180 dias, em resposta à circulação de uma forma mais agressiva do vírus da gripe aviária entre aves silvestres.
A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa, que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em raras ocasiões, seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão do vírus ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas.
Com a prorrogação, o governo busca implementar medidas mais ágeis para conter e eliminar novos focos da doença, além de facilitar o acesso a recursos federais, especialmente em casos de registros em granjas comerciais.
O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi identificado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. O único foco em criação comercial até agora foi confirmado em 15 de maio de 2025.
Até o momento, o país registrou 188 ocorrências da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e uma em granja comercial. Esse último caso resultou em restrições de importação por parte de alguns países no ano passado.
Com a resolução do foco em granja comercial, os embargos foram suspensos ao longo de 2025.
Gripe aviária no RS
Desde a identificação dos primeiros casos, equipes do governo estadual e órgãos ambientais realizam monitoramento diário na região, buscando ativamente por animais doentes ou mortos.
As autoridades informaram que, caso novos casos sejam confirmados, os animais serão recolhidos e eliminados de forma controlada para evitar a disseminação do vírus, especialmente para criações domésticas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a presença do vírus após análise de amostras coletadas no fim de fevereiro.
Apesar do aumento de casos entre aves silvestres, o governo assegura que a situação não afeta o status sanitário do Brasil e não traz impactos ao comércio de produtos avícolas. Além disso, não há risco no consumo de carne de frango ou ovos.
Este é o segundo registro recente da doença na reserva, sendo que o anterior ocorreu em 2023 e resultou no fechamento da área por cerca de seis meses. A vigilância permanece intensificada para evitar a ampliação do surto e proteger as granjas comerciais.
