Brasil registra mais de 830 mil celulares roubados ou furtados em 2025; confira as cidades com os maiores índices
Brasil registra 830 mil celulares roubados ou furtados em 2025, com aumento de furtos em relação a roubos.
O Brasil enfrentou um alarmante número de 830.890 celulares roubados ou furtados em 2025, o que representa uma média de 95 aparelhos subtraídos por hora. Os dados revelam uma preocupação crescente com a segurança dos dispositivos móveis, especialmente em áreas urbanas.
O levantamento mostra que as capitais e regiões metropolitanas são os locais com maior incidência desses crimes. Cidades como São Luís, Belém e São Paulo destacam-se nas estatísticas, com a capital paulista concentrando 20% dos registros, apesar de ter apenas 5,6% da população nacional.
Uma análise mais aprofundada dos dados revela uma mudança significativa no comportamento dos criminosos. Enquanto os roubos diminuíram, os furtos aumentaram, sugerindo que os criminosos estão buscando evitar confrontos diretos com as vítimas. Essa mudança pode estar relacionada à busca por métodos menos arriscados de subtração.
Capitais concentram maiores taxas e furtos passam a superar roubos
Entre as dez cidades com as maiores taxas de roubo e furto de celulares por 100 mil habitantes, a maioria está localizada em capitais ou áreas metropolitanas. O Nordeste lidera com oito municípios na lista, seguido pelo Norte e Sudeste, que também apresentam altas taxas.
Comparando com o ano anterior, houve uma redução de 7,7% nos registros, passando de 855.113 casos em 2024 para 792.284 em 2025. Em relação a 2019, ano com o maior número de ocorrências, a queda foi de 25%.
No entanto, essa redução não foi homogênea entre os estados. O Rio de Janeiro e a Paraíba foram os únicos a registrar aumentos, com altas de 22,7% e 21,1%, respectivamente.
Os dados indicam que seis em cada dez celulares subtraídos foram furtados, totalizando 483.561 furtos, um aumento de 0,9% em relação ao ano anterior. Por outro lado, os roubos somaram 308.723 registros, apresentando uma queda de 18,6%.
A análise dos especialistas sugere que a mudança nos padrões de crime pode estar ligada ao menor risco associado aos furtos, que geralmente ocorrem sem contato direto com a vítima, diminuindo a possibilidade de reação e captura do autor.
Além disso, o relatório indica que os roubos estão se concentrando mais no período noturno, quando as condições para fuga são mais favoráveis e há menor presença de testemunhas.
Horários e locais dos crimes revelam padrões diferentes
Os padrões de horários e locais para roubos e furtos também apresentam diferenças marcantes. Os furtos ocorrem com maior frequência aos finais de semana, representando 34,5% das ocorrências. Em contraste, os roubos são mais comuns durante a semana, com 73,1% dos registros feitos em dias úteis, especialmente às sextas-feiras.
Os horários críticos para roubos são entre 5h e 6h da manhã e entre 18h e 23h, com um pico às 20h. Já os furtos se concentram entre 10h e 12h e entre 17h e 20h. Os roubos ocorrem predominantemente em vias públicas (77,2%), enquanto os furtos são mais variados, com 49,3% acontecendo nas ruas e 15,2% em estabelecimentos comerciais.
O perfil das vítimas também varia: nos roubos, 59,8% são homens, enquanto nos furtos, a divisão é quase equilibrada, com 50,3% de homens e 49,7% de mulheres.
Celulares continuam sendo alvo pelo valor econômico e acesso a dados
Os celulares continuam sendo alvos atrativos para criminosos devido ao valor de revenda de componentes e ao acesso a informações bancárias. Os roubos podem gerar retornos
