Brasil registra queda de 22 posições em ranking de produção industrial
Desempenho da indústria brasileira apresenta queda significativa no início de 2026.
O Brasil registrou uma queda no desempenho da indústria de transformação, ocupando a 69ª posição em um ranking que avaliou o crescimento do setor em 90 países no primeiro trimestre de 2026. Essa posição representa uma queda drástica em relação ao 47º lugar alcançado no mesmo período de 2025, resultando em uma perda de 22 posições em apenas um ano.
No início de 2024, o país havia alcançado a 33ª posição, evidenciando uma tendência de declínio no setor industrial ao longo dos últimos anos. No primeiro trimestre de 2026, a indústria de transformação brasileira apresentou uma redução de 0,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda em relação ao ano anterior, houve um crescimento de 1,5% em comparação ao quarto trimestre de 2025. Essa leve recuperação, embora não suficiente para melhorar a posição geral do Brasil no ranking, é um sinal de que a indústria está se esforçando para se recuperar, especialmente após ter ocupado a 80ª colocação nos últimos três meses de 2025.
Notavelmente, a indústria brasileira ainda superou economias de destaque, como África do Sul, México, Alemanha e Chile, que enfrentaram desafios semelhantes em seus setores industriais.
Mundialmente
No cenário global, a produção industrial apresentou um crescimento de 1,2% nos primeiros três meses de 2026, considerando os efeitos sazonais. As indústrias de média-alta e alta tecnologia foram as principais responsáveis por essa alta, com um crescimento de 1,9%.
Na América Latina, a indústria de transformação enfrentou uma retração de 0,4% no primeiro trimestre de 2026, tornando-se a segunda região com pior desempenho, apenas atrás da Europa. Contudo, esse resultado não representou uma piora adicional, uma vez que o quarto trimestre de 2025 também havia registrado uma queda de 0,4%.
A retração da indústria na América Latina foi fortemente influenciada pela Argentina, que viu uma queda de 2,3% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, e pelo México, que registrou uma diminuição de 1,8%. O Brasil, embora tenha apresentado um desempenho insatisfatório, conseguiu evitar um resultado ainda pior para a região, com uma leve queda de 0,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior.
