Brotas avançam até 80% no segundo semestre e aumentam risco de greening
Citricultura enfrenta período crítico para manejo do greening com alta nas brotações.
Com a chegada do segundo semestre, a citricultura entra em um dos períodos mais desafiadores para o manejo do greening. Entre julho e outubro, ocorre a principal emissão de brotações nos pomares, representando de 50% a 80% do total anual, dependendo da região.
As chuvas que marcam essa época intensificam o processo de brotação, criando condições favoráveis para a multiplicação do psilídeo, inseto transmissor da doença.
Dados recentes demonstram um aumento significativo nas brotações. Na primeira quinzena de julho, o número de brotações aumentou 50% em relação à quinzena anterior em todo o cinturão citrícola.
Além disso, a incidência do psilídeo também cresce expressivamente nesse período, podendo ser quase três vezes superior à média anual. Durante a primeira quinzena de julho, as armadilhas registraram um aumento de 86% na captura do inseto em comparação com a quinzena anterior.
As brotações recém-formadas são o principal alvo do psilídeo, tornando este período crucial para evitar novas infecções. Por isso, é fundamental intensificar as medidas de controle, especialmente as pulverizações, até que as folhas atinjam um estágio de desenvolvimento que as torne menos atrativas ao inseto, conforme explica um engenheiro-agrônomo da área.