Caçada mortal nas Montanhas Rochosas resulta em tesouro de US$1 milhão após uma década de buscas e quatro mortes nos EUA
Caça ao tesouro nas Montanhas Rochosas termina com descoberta surpreendente.
Um tesouro avaliado em mais de US$1 milhão, equivalente a R$4,8 milhões, permaneceu escondido nas Montanhas Rochosas por uma década, enquanto milhares de caçadores tentavam encontrar seu paradeiro. A busca culminou em 2020, quando um estudante de medicina de 32 anos, Jack Stuef, localizou o baú após dois anos seguindo pistas deixadas pelo colecionador de arte Forrest Fenn.
Entretanto, a aventura não foi isenta de tragédias. Durante os anos de busca, pelo menos quatro pessoas perderam a vida em expedições relacionadas ao tesouro. A história da caça se tornou tão intrigante que inspirou a produção de um documentário que explora os eventos que transformaram a busca em uma obsessão coletiva.
A saga começou quando Forrest Fenn decidiu esconder um baú repleto de ouro, jóias e outros itens valiosos nas Montanhas Rochosas. Para instigar a busca, ele publicou nove pistas em um poema de 24 versos, presente em sua autobiografia The Thrill of the Chase, lançada em 2010. O poema indicava que o tesouro estava escondido ao norte de Santa Fé, mas não fornecia coordenadas exatas.
Com as pistas em mãos, milhares de pessoas começaram a decifrar os versos e explorar diversas regiões em busca do tesouro. O conteúdo do baú, que incluía peças de ouro, rubis, esmeraldas, safiras, diamantes e pulseiras de ouro pré-colombiano, justificava o fervor da busca, com um valor total que superava US$1 milhão.
Apesar do entusiasmo, a busca teve um lado sombrio. Entre os que morreram estavam Randy Bilyeu, encontrado no rio Grande em 2016, o pastor Paris Wallace, que faleceu em uma área montanhosa do Novo México em 2017, Jeff Murphy, que caiu no Parque Nacional de Yellowstone, e Eric Ashby, cujo corpo foi encontrado no rio Arkansas. Mesmo com os riscos, Forrest Fenn estimou que mais de 350 mil pessoas tentaram encontrar o baú durante a década de busca.
Em 2020, Jack Stuef finalmente conseguiu o que muitos não conseguiram. Ele encontrou o baú em uma área remota das Montanhas Rochosas, em Wyoming. Na época, Forrest confirmou publicamente a descoberta, afirmando que o tesouro ainda estava no local onde foi escondido, guiado pelo poema que ele havia escrito.
Contudo, Jack optou por manter sua identidade em segredo, sendo descrito por Forrest como um “homem do leste”. O estudante preferiu permanecer anônimo devido ao comportamento extremo de alguns caçadores, que incluíam ameaças e perseguições.
A identidade de Jack foi revelada devido a um processo judicial, onde uma mulher o acusou de ter hackeado textos de Forrest para reivindicar o prêmio. Embora ele tenha negado as acusações, seu nome apareceu nos documentos legais. Após isso, Jack tomou medidas de segurança, mudando-se para um local com guardas e múltiplos níveis de proteção.
O baú também foi mantido em segurança, guardado em um cofre no Novo México enquanto Jack aguardava a venda dos itens. Ele decidiu não revelar a localização exata do baú, com o intuito de evitar novas expedições em uma região já considerada perigosa e de preservar a vida selvagem local.