Caiado afirma que Brasil avança para ‘mexicanização’ e aposta em segurança para alcançar segundo turno
Ronaldo Caiado apresenta propostas para romper polarização nas eleições de 2026.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, manifestou sua intenção de superar a polarização entre PT e PL nas próximas eleições. Ele planeja uma plataforma focada em segurança pública, ajuste fiscal e modernização da economia.
Em entrevista, Caiado ressaltou a necessidade de aumentar seu reconhecimento entre os eleitores, mencionando que cerca de 50% da população ainda não o conhece. Ele enfatizou que a atual disputa política é dominada por candidatos com altos índices de rejeição, questionando se essa é realmente a escolha que a sociedade deseja.
O ex-governador propõe uma alternativa à polarização, destacando os resultados positivos de sua gestão em Goiás como base para conquistar o apoio dos eleitores.
Segurança pública como principal bandeira
Um dos temas centrais da entrevista foi a segurança pública. Caiado afirmou que o combate ao crime organizado será uma prioridade em um possível governo federal, criticando a atuação do governo na área. Ele alertou para um processo de “mexicanização” do Brasil, mencionando a sofisticação das facções criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, que se tornaram as maiores multinacionais do narcotráfico.
O ex-governador destacou que a presença crescente dessas facções compromete não apenas a segurança, mas também o ambiente de negócios no país, questionando como atrair investimentos em um cenário de crescente criminalidade.
Caiado também mencionou que sua gestão em Goiás implementou investimentos em inteligência artificial e integração das forças policiais, resultando na resolução de 86% dos crimes registrados no Estado.
Corrupção e deterioração das contas públicas
Além da segurança, Caiado associou o PT de Lula a casos de corrupção, afirmando que o partido está envolvido em escândalos em todo o Brasil. Ele criticou o aumento dos gastos públicos e responsabilizou o governo federal pela deterioração das contas públicas, defendendo reformas estruturais para recuperar o equilíbrio fiscal.
Ele citou que herdou um Estado praticamente quebrado e conseguiu deixar com R$ 9,8 bilhões em caixa, evidenciando sua capacidade de gestão fiscal.
Inteligência artificial e terras raras
Outro ponto abordado foi a política industrial. Caiado argumentou que o Brasil está perdendo oportunidades na corrida global pela inteligência artificial e na exploração de minerais estratégicos. Ele apontou a falta de um marco regulatório para inteligência artificial no país, destacando uma lei já aprovada em Goiás que poderia servir de modelo.
O ex-governador também ressaltou o potencial das terras raras em Goiás e criticou a exportação de minerais sem valor agregado, afirmando que o Brasil ainda se comporta como uma colônia ao exportar minério bruto e importar tecnologia. Ele mencionou acordos com os Estados Unidos e Japão para desenvolver a cadeia produtiva desses minerais.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Sobre a disputa pelo eleitorado de direita, Caiado se posicionou como uma alternativa mais qualificada para governar. Ele questionou a capacidade de liderança de Flávio Bolsonaro, enfatizando que a liderança política não é herdada e que o próximo presidente deve ter experiência administrativa para enfrentar os desafios do país.
Para Caiado, o presidente deve ser o porta-voz de 215 milhões de brasileiros, e não apenas um reflexo de sua família.
PSD e a eleição de 2026
Embora reconheça que alguns membros do PSD mantêm alianças regionais com o governo Lula, Caiado acredita que isso não compromete sua candidatura. Ele elogiou Gilberto Kassab, presidente nacional do partido, por ter lançado uma candidatura própria ao Planalto, afirmando que, sem essa iniciativa, o segundo turno já estaria definido.
