Caiado afirma que governo permitiu que facções se tornassem multinacionais

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Ex-governador critica falta de autoridade moral do governo Lula em relação a tarifas dos EUA.

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência da República, expressou sua preocupação com a falta de “autoridade moral” do governo atual para lidar com questões críticas que afetam o Brasil. Segundo ele, essa ausência de liderança contribui para a imposição de tarifas elevadas pelos Estados Unidos.

Caiado argumenta que as tarifas propostas pelos EUA são, em parte, resultado da inação do governo no combate ao crime organizado. Ele acredita que a falta de ações eficazes contra a corrupção e as facções criminosas no país cria um ambiente propício para punições internacionais.

“Quando se permite que facções se tornem grandes multinacionais e a corrupção se espalhe, o Brasil acaba perdendo credibilidade no cenário global. Essa penalização é uma consequência direta da omissão do presidente”, declarou Caiado após um encontro com lideranças do PSD em Lages, Santa Catarina.

O ex-governador se posicionou contra todas as tarifas impostas pelos EUA, tanto as de 2025 quanto as propostas para 2026. Em 2025, uma tarifa adicional de 40% foi aplicada, elevando o total para 50%. Agora, a nova proposta é de 25%, resultante de uma investigação americana que acusa o Brasil de práticas comerciais desleais, além de uma tarifa de 12,5% relacionada a trabalho forçado.

“Sempre fui contra tarifas excessivas. Embora a primeira tenha sido uma retaliação, a segunda está ligada à Seção 301. É fundamental que o Brasil tenha a autoridade moral necessária para governar neste momento”, enfatizou Caiado.

Atualmente, as novas tarifas ainda não estão em vigor, e a decisão final sobre sua implementação está prevista para 15 de julho.

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