Caiado evita questionamentos e propõe anistia como estratégia para despolarizar o Brasil
Candidato à Presidência propõe anistia ampla a envolvidos em tentativa de golpe
Durante uma sabatina no “Jornal Nacional”, o ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD manifestou sua intenção de promover uma anistia “ampla, geral e irrestrita” a todos os envolvidos na tentativa de golpe de 2022.
Na entrevista realizada em 25 de agosto de 2026, o candidato se esquivou de responder de forma direta a perguntas sobre como implementaria suas propostas. Ao invés disso, optou por criticar o atual presidente, direcionando suas respostas para ataques ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli questionaram repetidamente sobre a anistia, e após algumas evasivas, Caiado confirmou que, se eleito, enviaria ao Congresso um projeto de perdão a todos os que participaram dos eventos relacionados ao golpe e aos atos do 8 de Janeiro. Ele enfatizou que a anistia seria abrangente, visando pacificar o país.
Embora não se declare como aliado de Jair Bolsonaro, o candidato já havia defendido a anistia em discursos anteriores e em seu plano de governo. Para ele, essa medida é essencial para despolarizar a sociedade brasileira, que se encontra dividida entre os apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro.
Caiado argumentou que a anistia é uma forma de pacificação, ressaltando que a tensão política tem levado muitos cidadãos a se absterem de votar, com 38 milhões de pessoas não comparecendo às urnas na última eleição.
Em relação à segurança pública, o candidato foi questionado sobre a possibilidade de permitir a intervenção dos Estados Unidos no Brasil para combater o crime organizado. Caiado foi enfático ao afirmar que essa não é uma opção viável, defendendo que o país deve resolver suas questões internamente.
Por outro lado, ele se mostrou aberto a firmar acordos com países europeus que utilizam tecnologia avançada no combate ao crime. Caiado mencionou sua experiência em Goiás, onde implementou tecnologias de inteligência artificial na segurança pública, como um modelo a ser seguido.
