Caiado propõe anistia para condenados do 8 de Janeiro com objetivo de pacificar o país
Ronaldo Caiado propõe anistia a condenados dos atos de 8 de Janeiro para pacificar o país.
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou que, se eleito, enviará um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro logo no primeiro dia de governo. Ele acredita que essa medida é essencial para pacificar o país e retirar o tema do debate político.
A declaração foi feita durante uma sabatina em um canal de notícias. Caiado afirmou que a proposta de anistia fará parte de um conjunto de iniciativas que pretende encaminhar ao Congresso assim que assumir a Presidência.
“Essa medida não estará sozinha, estará junto a dezenas de medidas que tomarei, como várias reformas que trarei no meu 1º dia. Essa medida tem o sentido de pacificar o país. Nós não podemos mais conviver com o que estamos vivendo”, destacou.
O ex-governador de Goiás ressaltou que a concessão da anistia permitirá ao governo e ao Congresso focar em outras questões importantes. Ele acredita que, ao promover a anistia, o assunto deixará de ser uma pauta controversa, permitindo que o governo se concentre em temas relevantes para a população.
Além da anistia, Caiado pretende apresentar propostas de reformas administrativa e política, mudanças na reforma tributária e revisões na Previdência. Ele mencionou a importância de uma equipe bem preparada para que essas iniciativas sejam apresentadas imediatamente após sua posse.
TENTATIVA DE GOLPE
Quando questionado sobre a caracterização dos atos de 8 de Janeiro como uma tentativa de golpe de Estado, Caiado não respondeu diretamente. Em vez disso, fez uma comparação com a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que possibilitou seu retorno às eleições.
“Essa discussão da tentativa de golpe é a mesma que eu teria se realmente teve uma tentativa de golpe ao soltar o Lula. Teve uma tentativa de golpe em 8 de Janeiro? O Lula poderia ser liberado e ser candidato com tantas denúncias claras de assalto a tanto dinheiro?”, ponderou.
Caiado afirmou que a anistia representaria o encerramento desse período conturbado e que novos atos de depredação seriam tratados de forma diferente em sua administração. Ele garantiu que, sob sua liderança, não haveria espaço para esse tipo de ação.
O candidato também mencionou episódios passados de depredação em Brasília e as respostas do Estado a diferentes protestos, sugerindo que a reação do governo varia conforme a natureza do movimento.
SEGURANÇA PÚBLICA
Durante a sabatina, Caiado expressou a intenção de criar uma força policial integrada entre o Brasil e os dez países da América do Sul com os quais faz fronteira. Essa estrutura, segundo ele, facilitaria o compartilhamento de informações de inteligência e a atuação conjunta de agentes policiais.
Ele ainda se comprometeu a visitar os países vizinhos para discutir a implementação dessa força. Caiado defendeu que organizações criminosas, como o PCC e o CV, sejam classificadas como grupos terroristas e se posicionou contra o uso de câmeras corporais por policiais, argumentando que isso limita a liberdade de ação durante confrontos.
GASTOS E EMENDAS
Caiado também abordou a necessidade de reduzir gastos públicos e implementar uma reforma administrativa, embora não tenha detalhado quais despesas pretende cortar. Ele citou ações de sua gestão em Goiás e afirmou que o equilíbrio fiscal não deve comprometer programas sociais.
“O equilíbrio fiscal não briga de maneira alguma com as políticas sociais”, declarou. Além disso, o candidato manifestou a intenção de limitar a destinação das emendas impositivas de deputados e senadores, sugerindo que os recursos deveriam ser direcionados prioritariamente para projetos definidos pelo governo federal.
“Eu não posso ter 594 planos de governo. Vou direcionar 100% nas obras de governo no meu plano de governo eleito pela população”, afirmou.
Caiado reiterou que suas propostas estão alinhadas com a necessidade de pacificação política. “Estamos num momento de pacificação do país. Vamos anistiar, pacificar, parar de briga, porque eu não estou aqui para desacatar ninguém. Eu estou aqui para governar e responder para as pessoas que esperam de um presidente da República”, concluiu.
