Caiado sugere anistia para Bolsonaro e envolvidos de 8 de janeiro para romper polarização e se posiciona como independente

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Ronaldo Caiado se apresenta como pré-candidato à presidência e propõe anistia para romper polarização

Confirmado como pré-candidato a presidente da República pelo PSD, Ronaldo Caiado anunciou sua meta de quebrar a polarização entre bolsonarismo e petismo no Brasil. Em um evento realizado em São Paulo, ele revelou que a primeira medida, caso eleito, será conceder uma anistia “ampla geral e irrestrita” a partir de 1º de janeiro de 2027.

Ao adotar um discurso que remete à anistia de presos políticos durante a ditadura militar, Caiado destacou que a medida será direcionada especificamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Ele acredita que a anistia pode ser um passo importante para reduzir a polarização política no país.

“Não acredito que a eleição de 2026 irá encaminhar pelos extremos. Alimentar a polarização é um atraso enorme”, afirmou o governador de Goiás. Ele enfatizou que, com a anistia e o fim da polarização, questões prioritárias como educação, segurança e tecnologia poderão ser discutidas de forma mais eficaz.

Com apenas 3% nas pesquisas, Caiado se vê como uma alternativa à polarização representada por figuras como Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Ele se distanciou do rótulo de “terceira via”, afirmando que se posiciona como uma “via independente e da independência”.

Em relação à possibilidade de o Supremo Tribunal Federal vetar sua proposta de anistia, Caiado argumentou que a medida estará em seu plano de governo e que a aprovação de sua candidatura seria um plebiscito sobre o tema. A validação por parte do eleitorado, segundo ele, daria respaldo à anistia.

Durante o evento, Caiado também comentou sobre a posição do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que sugeriu apoio a Flávio Bolsonaro. O governador enfatizou a necessidade de romper com a polarização, que, segundo ele, é sustentada por aqueles que se beneficiam dela.

Ao ser questionado sobre a relação com Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, Caiado evitou conflitos, reconhecendo os desafios enfrentados por Leite em seu estado. Ele destacou sua própria aprovação popular, que é superior à de Leite, argumentando que isso o torna um candidato forte.

Sobre a possibilidade de uma chapa com Romeu Zema, governador de Minas Gerais, Caiado afirmou que Zema está focado em sua própria candidatura à presidência. Ele expressou respeito e carinho pelo colega, ressaltando a determinação de Zema em seguir em frente na disputa.

Além da anistia, Caiado defendeu que a derrota do PT deve resultar na impossibilidade de o partido voltar a governar, citando exemplos de estados onde isso ocorreu. Ele criticou a perda de Bolsonaro em 2022, afirmando que a vitória sobre o PT em 2018 deveria ter sido mantida e que, no segundo turno, vencer Lula será uma tarefa mais fácil.

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