Caixa quadruplica microcréditos com Databricks, afirma executivo durante Data + AI Summit
Databricks destaca inovações no Data + AI Summit 2026 em São Francisco.
A Databricks aproveitou o primeiro dia do Data + AI Summit 2026, realizado em São Francisco, para apresentar uma série de inovações que visam integrar dados operacionais e analíticos. O Country Manager da empresa no Brasil, Ricardo Buffon, enfatizou que o mercado brasileiro se destaca nesse cenário.
Em uma conversa sobre a maturidade do mercado local, Buffon expressou sua percepção otimista. Ele acredita que o Brasil apresenta casos de uso que, em muitos aspectos, superam inovações observadas em outras partes do mundo.
Por que dados viraram pré-requisito para IA
Buffon ressalta que, atualmente, os dados são essenciais para a inteligência artificial, funcionando como seu “sangue vital”. Essa nova realidade implica que princípios anteriormente considerados desejáveis tornaram-se obrigatórios.
Ele destaca que a dependência de dados em tempo real aumentou significativamente, tornando a resiliência um aspecto central. Recursos como o disaster recovery cross-cloud são fundamentais, pois garantem a continuidade das operações mesmo em caso de falhas em nuvens específicas.
Os lançamentos que sustentam a aposta
No evento, a Databricks introduziu o LTAP (Lake Transactional/Analytical Processing), uma arquitetura inovadora que combina dados transacionais e analíticos em um único armazenamento. Essa abordagem visa minimizar a dependência de pipelines de ETL, simplificando o processo de movimentação de dados.
O LTAP integra dois componentes da plataforma: o Lakehouse, que permite análise de grandes volumes de dados, e o Lakebase, um banco transacional em Postgres que opera em um modelo serverless. Buffon descreve essa integração como uma sinergia entre o Lakehouse e o Lakebase, ambos acessando o mesmo conjunto de dados.
A empresa também apresentou o Genie Ontology, uma camada que assegura que as respostas em linguagem natural estejam alinhadas às regras de negócio específicas de cada cliente, proporcionando maior relevância e precisão nas interações.
Casos brasileiros citados na entrevista
Para ilustrar o impacto das soluções da Databricks, Buffon mencionou clientes brasileiros. Ele destacou a Caixa, que utilizou a plataforma para aprovar microcréditos, resultando em um aumento significativo no volume de empréstimos. Este caso será apresentado pela própria instituição durante o Summit.
Outro exemplo é o iFood, que, segundo Buffon, implementou a Databricks para otimizar suas entregas, gerando uma economia de R$ 0,10 por entrega. A Natura também terá um espaço para compartilhar sua experiência com a plataforma no evento.
“Potencializar”, não substituir
Quando questionado sobre a preocupação com a substituição de empregos pela IA, Buffon adota uma perspectiva de adaptação. Ele acredita que a tecnologia deve servir para potencializar a criatividade humana, em vez de substituí-la.
Buffon sugere que a familiarização com novas ferramentas é o primeiro passo para essa adaptação e menciona a importância de equilibrar a vida pessoal e profissional para garantir um desempenho eficaz. Ele observa que a operação da Databricks no Brasil tem se expandido, criando soluções específicas para diferentes indústrias.
O que muda nos próximos 12 meses
Para o próximo ano, Buffon prevê uma integração ainda mais estreita entre dados relacionais e analíticos, seguindo a linha proposta pelo LTAP. Ele também antecipa melhorias em governança, contexto e interações em linguagem natural com os dados.
Na visão de Buffon, essas mudanças resultarão em maior agilidade na tomada de decisões, no desenvolvimento de produtos, na detecção de fraudes e na precificação dinâmica. Ele acredita que o impacto no mercado de trabalho será, em última análise, positivo.
