Calor Insuportável: Satélite Revela Temperaturas Extremas Acima de 50ºC na França e Espanha

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Onda de calor extrema atinge a Europa Ocidental com temperaturas recordes.

Uma nova imagem de satélite revela a gravidade da onda de calor que afeta a Europa Ocidental, com a França e a Espanha sendo os países mais impactados.

Os dados, captados na última terça-feira, mostram temperaturas de superfície que ultrapassam os 50 °C em vastas áreas do centro e sul da França, assim como no norte da Espanha.

As regiões afetadas são destacadas em tons de vermelho e roxo na imagem, indicando onde o solo atingiu as temperaturas mais elevadas.

A medição realizada pela Agência Espacial Europeia reflete a temperatura da superfície terrestre, que é o calor registrado diretamente no solo, diferentemente da temperatura do ar.

Esses valores são significativamente mais altos do que os apresentados nas previsões meteorológicas, uma vez que a superfície pode aquecer muito mais do que a atmosfera ao redor.

A imagem foi capturada às 9h54 UTC e é fundamental para monitorar os extremos de calor, além de avaliar os impactos sobre a saúde pública, infraestrutura, agricultura e ecossistemas.

No mesmo dia, a agência meteorológica francesa registrou a terça-feira como o dia mais quente já documentado no país, com uma temperatura média nacional de 29,8 °C, superando recordes anteriores.

A maior temperatura individual foi de 44,3 °C em Pissos, na região de Landes, no sudoeste da França.

Na Espanha, a AEMET emitiu alerta vermelho para o norte da Península Ibérica, abrangendo as províncias de Gipuzkoa, Bizkaia e Cantábria, com termômetros já marcando 42,7 °C em Andújar, no sul do país.

Segunda onda em dois meses

A onda de calor gerou avisos em diversos países, incluindo Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Suíça e Luxemburgo, todos sob alertas de nível vermelho, o mais alto.

O fenômeno é causado por um domo de calor, uma área de alta pressão que impede a circulação do ar, mantendo o calor e o tempo seco por vários dias.

Atualmente, este fenômeno é sustentado por um padrão atmosférico conhecido como bloqueio ômega, que puxa ar quente do Norte da África e o mantém estacionado sobre a Europa Ocidental.

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