Campanha de Flávio Bolsonaro investe em vice mulher para amenizar impacto da crise com Michelle

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Críticas de Michelle Bolsonaro a Flávio geram reações na pré-campanha presidencial

As declarações contundentes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em relação a Flávio Bolsonaro provocaram uma mobilização entre os apoiadores do pré-candidato à Presidência. A estratégia do PL inclui a escolha de uma vice mulher para mitigar os possíveis impactos negativos junto ao eleitorado feminino.

Na quarta-feira (24), Michelle publicou vídeos onde expressa ter se sentido desrespeitada e humilhada por Flávio, após ele criticar a aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Essa revelação pegou de surpresa os aliados do senador, que rapidamente tentaram oferecer explicações para a situação.

Embora a pré-campanha de Flávio tenha demonstrado preocupação inicial com as publicações, a avaliação subsequente sugere que os impactos ainda precisam ser medidos. Há quem acredite que os vídeos possam prejudicar também Michelle, considerando que o eleitorado bolsonarista valoriza a união contra Lula.

Apesar das dificuldades em conquistar o voto feminino, a estratégia do PL é que os apoiadores de Michelle não deixem de votar em Flávio devido à briga familiar. Os aliados argumentam que, mesmo que haja uma dispersão de votos no primeiro turno, é provável que muitos retornem no segundo turno.

Após a repercussão das críticas, Flávio tentou minimizar a situação, afirmando que nada o aborrecia no dia do jogo da seleção brasileira. No entanto, horas depois, ele usou as redes sociais para negar qualquer ofensa a Michelle, pedindo desculpas caso tivesse a ofendido.

Michelle, por sua vez, afirmou não ter ressentimentos e que buscou esclarecer a situação que estava sendo mal interpretada. Ela ressaltou a importância de trabalhar em conjunto para derrotar o atual governo, afirmando que não há briga ou competição entre eles.

Antes mesmo das declarações de Michelle, Flávio já havia decidido que sua vice seria uma mulher. O nome ainda está em discussão, mas deve ser revelado nas próximas semanas, conforme informações de aliados.

Entre as possíveis candidatas estão as deputadas federais Julia Zanatta e Bia Kicis, além da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que tem colaborado com Flávio. A deputada Simone Marquetto também é considerada, mas críticas de Michelle levantaram preocupações sobre a aliança com Flávio.

De acordo com aliados de Michelle, os vídeos foram um desabafo em resposta a uma série de agressões e informações falsas que afetavam não apenas a ela, mas também sua filha, Laura. O irmão de Michelle, Eduardo Torres, compartilhou um desabafo nas redes sociais, afirmando que ela havia falado pouco sobre o que realmente aconteceu e que já precisou intervir em situações de desrespeito.

Nos vídeos, Michelle relata que Flávio a desrespeitou e disse que ela não entendia de política, insinuando que não queria sua participação na campanha. Em resposta, Flávio negou as acusações, afirmando que nunca desrespeitou uma mulher em sua vida, especialmente a esposa do pai.

Enquanto alguns membros do PL acreditam que Flávio poderia ter evitado a briga pública, outros próximos a ele afirmam que ele tentou se comunicar com Michelle sem sucesso. Ele deixou um recado convidando-a para uma reunião com lideranças femininas, mas não obteve resposta.

Para melhorar a relação com o eleitorado feminino, Flávio planeja uma reunião de trabalho com aliadas na próxima semana, buscando ouvir sugestões que possam ser incorporadas em seu plano de governo e demonstrar proximidade com importantes lideranças do setor.

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