Campanha de Flávio Bolsonaro solicita investigação do TSE por suposta manipulação em pesquisa da AtlasIntel

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Flávio Bolsonaro recorre ao TSE após queda em pesquisa eleitoral.

O pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), tomou medidas legais após uma queda significativa de seis pontos porcentuais em uma pesquisa recente. A coordenação jurídica de sua pré-campanha protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando manipulação nos dados e possíveis crimes eleitorais.

O pedido inclui uma medida liminar para suspender a divulgação da pesquisa, que foi realizada pela AtlasIntel/Bloomberg. A assessoria de comunicação do senador argumenta que a metodologia do levantamento é questionável, afirmando que o questionário foi elaborado de maneira a criar uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro.

De acordo com a equipe do pré-candidato, a sequência das perguntas e a forma como os temas foram apresentados, além das associações feitas entre Bolsonaro e o Banco Master, comprometem a integridade dos resultados da pesquisa. A nota destaca que a pesquisa apresenta um grave precedente de manipulação e não respeitou a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais.

Embora a defesa tenha levantado questões sobre a metodologia utilizada, não foi esclarecido o motivo pelo qual a ação foi movida apenas após a divulgação dos resultados, já que o registro da pesquisa e os questionários foram feitos uma semana antes e são de domínio público.

A equipe de Flávio Bolsonaro acredita que a pesquisa não reflete a verdadeira opinião dos eleitores, mas sim induz respostas que podem influenciar a percepção do entrevistado. As perguntas sobre cenários eleitorais foram feitas antes das que abordam a relação de Bolsonaro com Daniel Vorcaro, o que, segundo a defesa, compromete a avaliação justa do eleitor.

A representação também solicita a investigação de uma possível prática de crime eleitoral, dada a gravidade dos vícios apontados e o risco de divulgação de uma pesquisa considerada fraudulenta pela defesa. A pré-campanha defende que as pesquisas eleitorais devem seguir critérios técnicos rigorosos, assegurando transparência, equilíbrio e imparcialidade, evitando que sejam usadas como ferramentas de manipulação da opinião pública.

A AtlasIntel foi contatada para comentar a situação, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.

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