Capacidade de julgamento se destaca como competência essencial para CIOs na era contemporânea
Capacidade de julgamento é a competência mais valorizada no setor de tecnologia brasileiro.
O mercado brasileiro de tecnologia está cada vez mais exigente quanto às competências que seus líderes devem possuir. A principal habilidade demandada atualmente é a capacidade de julgamento, que vai além do simples domínio técnico.
Segundo especialistas, essa competência abrange uma série de aspectos fundamentais. É necessário ter conhecimento técnico, habilidades de escuta, interpretação do ambiente e uma comunicação eficaz, que inclui saber fazer perguntas relevantes. Além disso, é importante ter um raciocínio crítico e estar disposto a assumir riscos.
O perfil dos CIOs também passou por uma transformação significativa. Antigamente, a ascensão a essa posição era baseada principalmente no domínio técnico. Hoje, embora o conhecimento técnico ainda seja um pré-requisito, não é mais suficiente. Os CIOs precisam ser capazes de questionar, inovar e lidar com riscos.
Essa mudança, no entanto, ainda enfrenta resistência dentro das organizações, inclusive entre os próprios CIOs. Muitas vezes, há uma relutância em discutir as chamadas soft skills, que são essenciais para o sucesso na liderança tecnológica. Quando o foco está nos resultados que a tecnologia pode trazer, o interesse é maior; já em relação às soft skills, a participação diminui.
E a nova geração da tecnologia?
Um dos desafios atuais na formação de novos talentos em tecnologia é a busca por soluções rápidas e fáceis. O imediatismo é um fator preocupante, com muitos acreditando que podem obter respostas instantâneas por meio de assistentes virtuais, sem o devido aprofundamento nas questões.
Essa percepção se reflete no processo de recrutamento, onde é crucial distinguir entre conhecimento e experiência. A experiência, segundo especialistas, é adquirida por meio da prática e da tomada de decisões, e não apenas pela teoria. Um executivo precisa de tempo de carreira para acumular uma experiência que realmente faça a diferença.
Durante as entrevistas, a abordagem é voltada para entender como os candidatos lidaram com situações concretas e desafiadoras. O foco está nas experiências vividas e nas decisões tomadas, em vez de apenas verificar conhecimentos técnicos. Essa estratégia ajuda a compreender melhor a trajetória profissional e a capacidade de julgamento do candidato.