Carro-bomba causa tragédia na Colômbia: um morto e 11 feridos

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Explosão de carro-bomba na Colômbia deixa um morto e 11 feridos

Um carro-bomba atribuído ao Exército de Libertação Nacional (ELN) explodiu na noite de segunda-feira (1º) em Los Patios, na Colômbia, resultando na morte de um civil e deixando outras 11 pessoas feridas. O incidente ocorreu próximo à fronteira com a Venezuela, em meio a um aumento da violência no país.

A explosão ocorreu perto da meia-noite, ao lado de uma delegacia de polícia. A vítima fatal foi identificada como um venezuelano de 23 anos, conforme informações das autoridades locais. O coronel Jimmy Belalcázar, comandante da polícia da região, confirmou que o ataque foi realizado pelo ELN.

Entre os feridos, dois policiais foram gravemente atingidos. Um deles sofreu uma mutilação na perna esquerda, enquanto o outro foi ferido por estilhaços da explosão.

Testemunhas relataram que dezenas de pessoas se aglomeraram no local do ataque, enquanto o veículo continuava em chamas. A cena foi marcada por vidros quebrados e destroços espalhados pela área.

De acordo com a polícia, o carro-bomba transportava aproximadamente 80 quilos de explosivos, que foram detoados à distância. O veículo havia sido roubado e sua cor alterada para se assemelhar a um táxi.

O atentado ocorreu no mesmo dia em que as Forças Armadas colombianas realizaram um bombardeio que resultou na morte de 20 guerrilheiros na Amazônia, marcando o terceiro ataque aéreo do Exército em menos de um mês.

‘Perseguir com mão de ferro’

Desde que assumiu a presidência em 7 de agosto, Abelardo de la Espriella tem adotado uma postura rigorosa contra grupos armados, contando com o apoio do governo dos Estados Unidos. Ele declarou que irá “perseguir com mão de ferro aqueles que atentarem contra os colombianos”, visando desmantelar as estruturas dos grupos armados e restaurar a paz nas comunidades.

“Onde os terroristas tentarem semear o medo, o Estado estará presente com toda a sua força”, afirmou o presidente após o bombardeio que resultou em mortes de guerrilheiros.

O governo reporta que pelo menos 38 guerrilheiros foram mortos nas primeiras semanas da nova administração. No entanto, organizações de direitos humanos alertam para a morte de quatro menores durante os ataques aéreos.

Os grupos armados já ameaçaram retaliar as ofensivas das forças de segurança, em um contexto de crescente violência política e criminal na Colômbia. As recentes eleições foram marcadas por atentados com bombas e ataques a forças de segurança.

Grupos armados

A Colômbia é reconhecida como a maior produtora mundial de cocaína, e o narcotráfico financia grupos que estão envolvidos em um conflito armado que se estende por mais de cinco décadas. Nos últimos anos, as guerrilhas e cartéis ampliaram suas operações, envolvendo-se também em atividades ilegais como mineração.

O ELN, ativo há mais de 60 anos, manteve negociações de paz com o governo anterior, mas as conversas não resultaram em um acordo. Além disso, o novo presidente enfrenta dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que rejeitaram o acordo de paz de 2016.

A facção dissidente mais proeminente, conhecida como Estado-Maior Central (EMC), sequestrou um colombiano que faz parte da Legião Estrangeira do Exército francês em 6 de agosto. O grupo afirmou que o refém está vivo, mas responsabilizou o presidente por qualquer tentativa de resgate que possa colocar sua segurança em risco.

Com a nova administração, a Colômbia também se juntou ao Escudo das Américas, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater o narcotráfico na região.

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