Casa construída com 100 mil jornais em 1922 permanece de pé um século depois
Casa em Rockport transforma jornais em patrimônio histórico.
Em Rockport, Massachusetts, uma casa construída há mais de um século se destaca por ter suas paredes feitas de páginas de jornais. Este experimento fascinante começou em 1922, quando o engenheiro Elis F. Stenman decidiu criar uma estrutura única para sua casa de veraneio.
As paredes da chamada “Paper House” são formadas por folhas de jornal coladas em camadas, resultando em um isolamento incomum. A estrutura básica da casa é feita de madeira, e o telhado e a chaminé são convencionais, mas as paredes têm cerca de 2,5 centímetros de espessura, compostas por aproximadamente 215 camadas de papel.
A cola utilizada para unir as páginas é uma mistura simples de farinha e água, enriquecida com cascas de maçã, segundo relatos familiares. Inicialmente, o papel deveria servir apenas como isolamento, mas Stenman decidiu manter a aparência original das paredes, que se mostraram eficazes ao longo do tempo.
Apesar de sua aparência duradoura, a casa não é indestrutível. Stenman aplicou verniz nas camadas externas para protegê-las das intempéries, e ao longo dos anos, novas camadas de proteção foram adicionadas. Além disso, partes da casa agora contam com proteção adicional contra a chuva e outros elementos ambientais.
O engenheiro também utilizou jornais para criar móveis, enrolando o papel em tubos e unindo-os com cola ou pregos. Isso resultou em uma variedade de peças, como mesas, cadeiras e até um piano revestido de jornal. Algumas dessas peças foram feitas com edições específicas de jornais, tornando-se testemunhos históricos de eventos marcantes, como o voo de Charles Lindbergh e a campanha presidencial de Herbert Hoover.
Embora frequentemente referida como uma casa feita de mais de 100 mil jornais, essa afirmação é imprecisa. O número se refere à soma de jornais usados na construção da casa e na confecção dos móveis. Stenman e sua esposa usaram a casa como residência de verão até 1930, e desde então, ela se tornou um pequeno museu, preservado pela família Stenman.
Em Rockport, os jornais que normalmente seriam descartados se transformaram em um patrimônio histórico, mantendo viva uma parte da história e permitindo que visitantes decifrem as manchetes e conteúdos que adornam as paredes e o mobiliário da “Paper House”.