Centros de dados enfrentam desafio após empresa chinesa converter energia em peças pré-fabricadas
China inova com base de energia pré-fabricada para data centers.
A mais recente inovação da China em inteligência artificial não se trata de um chatbot ou chip, mas de uma enorme base de energia pré-fabricada. Este novo sistema foi projetado para atender à crescente demanda de eletricidade dos data centers, que necessitam de fornecimento confiável e eficiente.
Os data centers enfrentam um desafio significativo: a necessidade de eletricidade em quantidades cada vez maiores. A solução chinesa aborda essa questão crítica, transformando a infraestrutura de energia em um componente industrial que pode ser replicado em diferentes locais.
Recentemente, a primeira base de energia pré-fabricada do mundo para data centers entrou em operação em Qingdao. Este sistema é descrito como o “coração” energético do data center, sendo responsável por fornecer energia contínua e estável para as operações.
Fabricada pela TGOOD, a base de energia mede aproximadamente 53 metros de comprimento, 41 metros de largura e ocupa cerca de 2.200 metros quadrados. Embora não seja uma sala cheia de servidores, é essencial para o funcionamento adequado da infraestrutura.
A proposta da TGOOD representa uma mudança significativa na construção de data centers. Em vez de montar a infraestrutura elétrica no local, uma parte considerável chega pré-montada da fábrica. Essa subestação integra transformadores de alta tensão, equipamentos de média tensão e outros componentes necessários para conectar a instalação à rede elétrica.
Os 167 módulos funcionais do sistema são pré-fabricados e calibrados antes de serem enviados para o local de construção, o que promete acelerar o processo.
Além de facilitar a construção, a base pré-fabricada também promete reduzir o ciclo de construção em quase 70% em comparação com soluções tradicionais. Isso se traduz em uma ocupação de área reduzida em mais de 30% e uma diminuição de custo total em cerca de 20%. Estima-se que a economia em obras civis possa chegar a 80%, com um período de construção que, no cenário mais otimista, poderia ser concluído em apenas cinco meses.
Outro aspecto importante é como o data center será alimentado após sua operação. A instalação pode se conectar diretamente a fontes de energia verde, maximizando a utilização local e utilizando sistemas de armazenamento para coordenar melhor o fornecimento de energia e a demanda computacional. Isso poderia resultar em uma redução de cerca de 30% no custo de eletricidade por token, se o sistema operar conforme o proposto.
O interesse por soluções como essa reflete uma preocupação crescente com a demanda de eletricidade. A previsão é que o consumo global de eletricidade por data centers dobre até 2030, destacando a necessidade de um planejamento adequado para a expansão da rede elétrica e da capacidade de geração.
A China está testando uma abordagem específica para lidar com os desafios da expansão dos data centers, focando em questões físicas como espaço, rapidez de construção e conexão à rede elétrica. Embora não se trate de uma solução definitiva, a base pré-fabricada busca atender a necessidades emergentes, promovendo maior compatibilidade com energias mais limpas.
Em outros países, diferentes estratégias podem ser adotadas, pois cada região possui suas particularidades e regulamentações que influenciam a implementação de soluções semelhantes.
