CEO da 1X prevê que robôs estarão se autoconstruindo em três anos

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Robôs humanoides prometem revolucionar o cotidiano em menos de uma década.

Empresas estão investindo pesado na criação de robôs humanoides para uso doméstico, com destaque para a 1X Technologies e seu modelo Neo Home Robot, que já está disponível por US$ 20 mil.

O CEO da 1X, Bernt Bornich, acredita que a indústria da robótica está prestes a passar por uma transformação significativa. Ele prevê que em menos de dez anos, poderemos ver robôs não apenas mais avançados, mas também capazes de construir outros robôs e operar em diversas funções produtivas, criando um sistema autossuficiente que promete uma abundância de mão de obra.

Durante uma recente entrevista, Bornich compartilhou sua visão otimista, afirmando que estamos a apenas três anos de um avanço real na tecnologia robótica. Essa perspectiva é apoiada por outros líderes do setor, que discutem como a automação pode aumentar a eficiência do trabalho humano e eliminar funções consideradas perigosas ou repetitivas.

O foco de Bornich vai além da automação; ele busca uma solução para a inteligência geral artificial (AGI) física, que poderia liberar um vasto potencial de trabalho e acelerar o progresso econômico e científico.

A 1X Technologies é pioneira fora da China na venda de robôs humanoides, embora o Neo não seja totalmente autônomo. Ele é controlado remotamente por um operador, semelhante a um modelo de atendimento ao cliente via Zoom. Bornich reconhece que, para garantir um funcionamento ideal desde o início, alguma forma de operação remota será necessária, mas está otimista quanto à evolução para uma experiência autônoma completa.

A operação remota como ferramenta de treinamento

Para Bornich, a teleoperação é um componente essencial na jornada para a autonomia total. Quando o robô falha, um operador humano pode intervir e gerar dados valiosos que são utilizados para treinar o sistema, formando uma base de conhecimento para futuras operações.

Apesar da ambição de alcançar a autonomia, Bornich admite que a teleoperação continuará a ter um papel importante em certos contextos. Ele mesmo utiliza essa tecnologia para se fazer presente em sua empresa enquanto está viajando, controlando o robô para participar de reuniões à distância.

Essa abordagem também pode ser aplicada em situações industriais, onde robôs humanoides podem ser enviados a locais remotos para resolver problemas sem a necessidade de deslocar um funcionário, aumentando a eficiência operacional.

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