Chanceler afirma que Ormuz está acessível, exceto para países em conflito com o Irã
Irã garante segurança para navios de países não envolvidos no conflito no estreito de Ormuz
O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o estreito de Ormuz está aberto para navios de países que não participam da guerra entre o Irã e a aliança dos Estados Unidos e Israel. A declaração ocorreu durante uma conversa com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.
Embora a declaração de Araghchi sugira que embarcações de nações como China, Índia, Japão e Coreia do Sul possam navegar com segurança, a situação é complexa. O conflito já envolve diversos países do Oriente Médio que possuem bases norte-americanas, além do Reino Unido, que colaborou com os EUA em ataques ao Irã.
O impacto da guerra é palpável na região. O aumento do preço dos seguros para navios quadruplicou, refletindo a crescente insegurança. Ataques iranianos já causaram danos a instalações de gás e petróleo, resultando em possíveis gargalos na oferta e demanda por petróleo nos próximos meses.
Adicionalmente, há rumores de que o Irã planeja implementar um pedágio de US$ 2 milhões para navios petroleiros que desejam atravessar o estreito de Ormuz. Um deputado iraniano mencionou que essa cobrança já está em vigor, sinalizando uma afirmação da soberania iraniana sobre a área. No entanto, essa informação ainda não foi confirmada por fontes independentes ou associações marítimas.
Durante a conversa, o chanceler chinês enfatizou a importância de todas as partes envolvidas no conflito buscarem oportunidades para a paz e iniciarem negociações o mais rápido possível. Uma nova possibilidade de diálogo surgiu com o envio de um plano de paz pelo presidente dos EUA, que foi entregue ao Irã por meio de intermediários paquistaneses.
O plano, que foi objeto de cobertura da mídia, aborda questões cruciais, como os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã, além de aspectos relacionados às rotas marítimas. A proposta representa uma nova tentativa de mitigar as tensões na região e promover um entendimento pacífico.
