Chile detém quase 300 pessoas durante homenagens às vítimas de Pinochet

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Protestos no Chile resultam em quase 300 detenções em memória às vítimas da ditadura.

Quase 300 pessoas foram detidas no Chile durante os protestos anuais em homenagem às vítimas da ditadura de Augusto Pinochet, que ocorreu entre 1973 e 1990. As manifestações aconteceram no último sábado, marcando o 53º aniversário do golpe militar que depôs o presidente Salvador Allende.

Este ano, pela primeira vez desde o retorno à democracia em 1990, não houve atos oficiais organizados pelo governo. O evento foi marcado por uma forte presença policial e um clima de tensão nas ruas, refletindo a polarização política que persiste no país.

De acordo com o ministro da Segurança Pública, Martín Arrau, foram registrados 198 “atos de violência”, resultando em 284 prisões, incluindo 31 menores de idade e 16 estrangeiros. O governo afirmou que não houve feridos entre os civis ou danos significativos ao transporte público, apesar da intensidade dos confrontos.

Os principais atos de protesto se concentraram em locais simbólicos, como o Cemitério Geral de Santiago, onde está localizado o mausoléu da família Allende, o Palácio de La Moneda e o Estádio Nacional, que também carrega um peso histórico significativo.

Os confrontos entre manifestantes e carabineros foram intensos, com o lançamento de pedras e paus por parte dos protestantes. Em resposta, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão.

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