China ampliará importações de carne bovina dos Estados Unidos

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China e EUA firmam compromissos para fortalecer comércio agropecuário.

O governo chinês anunciou uma série de compromissos com os Estados Unidos para impulsionar o comércio no setor agropecuário. Entre as principais medidas, está a facilitação da entrada de carne bovina americana no mercado chinês.

A China se comprometeu a renovar as licenças de exportação por cinco anos para diversos frigoríficos dos EUA que estavam com registros atrasados, além de habilitar novas instalações para a exportação. Estas ações foram discutidas durante a recente visita do presidente dos EUA a Pequim.

Adicionalmente, o país asiático anunciou a retomada das importações de produtos avícolas, como ovos e carne de frango, provenientes dos Estados Unidos. Em troca, Washington deverá reavaliar as restrições impostas à entrada de produtos chineses em seu território.

Os compromissos assumidos por ambas as partes incluem diversas medidas. Do lado americano, destacam-se a redução de barreiras não tarifárias a produtos agrícolas chineses e a suspensão de restrições a produtos lácteos. Além disso, os EUA se comprometeram a facilitar o acesso ao mercado de plantas em vasos e a agilizar a análise de pedidos de empresas chinesas para remoção de alertas de importação.

Por sua vez, a China prometeu restabelecer o registro de exportadores qualificados de carne bovina dos EUA e suspender restrições relacionadas a surtos de influenza aviária em alguns estados americanos. Também foi acordada a agilização da análise de documentos de empresas norte-americanas cujas exportações foram suspensas devido a problemas com resíduos de medicamentos.

Essas negociações são um sinal positivo para os frigoríficos dos EUA, que viram suas exportações de carne bovina para a China caírem drasticamente no último ano. A China é um dos principais mercados para a carne americana, mas as vendas sofreram uma queda de mais de 60% recentemente.

Entretanto, as empresas dos EUA ainda enfrentam desafios devido às cotas de importação que a China impôs a seus parceiros comerciais. Essas cotas são mais rigorosas para os produtos americanos, limitando suas exportações significativamente em comparação com as cotas concedidas a outros países, como o Brasil.

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