China anuncia compra anual de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos

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Acordo histórico entre EUA e China promete aumento nas compras de produtos agrícolas.

Um acordo celebrado em Pequim estabelece que a China se compromete a adquirir US$ 17 bilhões anualmente em produtos agrícolas dos Estados Unidos, válido de 2026 a 2028. Este entendimento foi firmado durante a visita do presidente Trump à capital chinesa.

O pacto surge em um contexto de queda significativa nas exportações norte-americanas, que despencaram em 2025 devido ao aumento das tarifas impostas pela administração Trump. O Departamento de Agricultura dos EUA relatou uma diminuição de 65,7% no intercâmbio comercial entre os dois países entre 2024 e 2025.

Além disso, a China tem buscado reduzir sua dependência de produtos agrícolas dos EUA. Em 2024, os chineses adquiriram 41% da soja americana, enquanto em 2025 esse número caiu para apenas 20%.

Em nota, a Casa Branca destacou que o acordo visa “fortalecer a estabilidade e a confiança de empresas e consumidores em todo o mundo.” Além disso, foi anunciado o estabelecimento do Conselho de Comércio EUA-China e do Conselho de Investimento EUA-China, visando otimizar as relações comerciais entre as duas nações.

Durante a visita, Trump e o presidente Xi Jinping concordaram em construir uma relação estratégica baseada na justiça e reciprocidade. Ambos os líderes se comprometeram a colaborar em várias questões globais, incluindo a desnuclearização da Coreia do Norte e a segurança no Estreito de Ormuz.

Como parte do acordo, foram criadas novas instituições para gerenciar as relações econômicas bilaterais. O Conselho de Comércio permitirá a gestão do comércio de bens não sensíveis, enquanto o Conselho de Investimentos servirá como um fórum para discutir questões relacionadas a investimentos.

O presidente Trump também negociou um conjunto de compromissos que visam impulsionar a criação de empregos nos EUA e abrir novos mercados para produtos americanos. A China se comprometeu a abordar preocupações dos EUA sobre a escassez de minerais críticos e a retomar a compra de aeronaves Boeing, além de reestabelecer o acesso ao mercado para a carne bovina e retomar as importações de aves de estados americanos livres de influenza aviária.

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