Cidade histórica no Peru é erguida com pedras vulcânicas e enfrenta riscos de vulcões ativos há séculos
Arequipa: a “Cidade Branca” rodeada por vulcões ativos
Cercada por três imponentes vulcões, Arequipa é uma cidade que se destaca pela sua arquitetura única e pela constante atividade geológica da região. Com uma história que remonta a quase 500 anos, a cidade é um exemplo de como a natureza e a cultura se entrelaçam.
Conhecida como “Cidade Branca”, Arequipa é famosa por suas construções em sillar, uma rocha vulcânica clara que se tornou a marca registrada da cidade. Em 2000, o conjunto arquitetônico de Arequipa foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, destacando sua importância cultural e histórica.
Cidade nasceu aos pés de vulcões ainda ativos
Localizada no sul do Peru, Arequipa está situada a aproximadamente 2.300 metros de altitude, cercada pelos vulcões Misti, Chachani e Pichu Pichu. O Misti, com 5.822 metros, é um dos vulcões mais ativos e monitorados do país.
Embora sua última grande erupção tenha ocorrido há séculos, estudos geológicos indicam que o Misti continua sob vigilância devido ao potencial de novas atividades. Arequipa faz parte do Círculo de Fogo do Pacífico, uma região notória pela sua intensa atividade sísmica e vulcânica.
A proximidade com esses vulcões não apenas molda a paisagem, mas também impulsiona o turismo local. O Misti é um dos principais atrativos, atraindo aventureiros que buscam trilhas até sua cratera. O vulcão Chachani também oferece rotas de trekking populares, enquanto mirantes na cidade proporcionam vistas deslumbrantes da natureza ao redor.
Além das montanhas, Arequipa serve como porta de entrada para o Cânion do Colca, um dos cânions mais profundos do mundo, que atrai visitantes em busca de experiências únicas na natureza.
Pedra vulcânica deu origem à “Cidade Branca”
Um dos aspectos mais impressionantes de Arequipa é o material utilizado na construção de seu centro histórico. Grande parte da cidade foi erguida com sillar, uma rocha vulcânica originada de cinzas e fluxos piroclásticos resultantes de erupções passadas.
Com sua tonalidade branca ou levemente rosada, o sillar é leve, resistente e fácil de esculpir, o que permitiu a construção de igrejas, conventos, casarões e muros utilizando blocos extraídos das pedreiras nas proximidades.
Centro histórico é Patrimônio Mundial
Atualmente, o centro histórico de Arequipa abrange cerca de 332 hectares e abriga uma rica coleção de edificações preservadas dos séculos XVI ao XIX. Entre os principais pontos de interesse estão a Basílica Catedral de Arequipa, a Plaza de Armas e o Mosteiro de Santa Catalina.
O reconhecimento da UNESCO em 2000 como Patrimônio Mundial destaca a excepcional integração entre as influências europeias e as tradições construtivas locais, evidenciada pelo uso predominante da pedra vulcânica da região.
