Cidade mobiliza recursos para garantir a permanência de enfermeira após 35 anos de atendimento

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Moradores de Nightcaps se mobilizam para manter atendimento médico essencial na comunidade.

Uma pequena cidade da Nova Zelândia, Nightcaps, localizada em Southland, decidiu agir para evitar a redução de um serviço considerado vital para a população. A comunidade iniciou uma campanha para arrecadar mais de 15 mil dólares neozelandeses, visando garantir a continuidade do atendimento da enfermeira do centro médico local após um corte no financiamento.

O posto de saúde da cidade conta com esse serviço há aproximadamente 35 anos. No entanto, neste ano, parte dos recursos que sustentavam o atendimento deixou de existir, gerando preocupações entre os moradores.

A enfermeira do Nightcaps Medical Centre, até março, tinha sua carga horária de 20 horas semanais financiada pela WellSouth Primary Health Network. Com as recentes mudanças, o Otautau Medical Trust passou a custear apenas metade desse período, resultando em apenas 10 horas semanais de atendimento. Para evitar a diminuição do serviço, a comunidade decidiu se mobilizar e arrecadar recursos para manter as horas restantes.

A iniciativa é liderada por James Dixon, presidente do Nightcaps Community Medical Trust. Ele destacou que muitos moradores expressaram frustração com a possibilidade de perder um serviço que existe há décadas, embora tenha se abstido de criticar a rede regional de saúde.

“Tenho certeza de que eles estão fazendo o melhor possível”.

O receio da comunidade vai além da perda de um atendimento rotineiro; trata-se da dificuldade de acesso à saúde. O centro médico mais próximo está localizado na cidade de Otautau, a cerca de 20 quilômetros ao sul de Nightcaps. Para algumas propriedades rurais da região, a distância até o atendimento pode chegar a aproximadamente 40 quilômetros.

Na prática, questões simples que poderiam ser resolvidas por uma enfermeira local podem exigir deslocamentos longos ou até mesmo a necessidade de acionar ambulâncias. Dixon acredita que a redução do serviço poderia aumentar a demanda pelo sistema de emergência da Hato Hone St John, responsável pelo atendimento de ambulâncias na região.

Atualmente, a vila possui apenas algumas centenas de habitantes, enquanto toda a região de Ohai e Nightcaps reúne cerca de 1.650 moradores. Dixon mencionou que a campanha começou de forma tímida, mas acredita que há potencial para ampliar as doações, buscando apoio de moradores e empresários com maior capacidade financeira.

Em cidades pequenas e afastadas dos grandes centros, os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental no atendimento de ferimentos leves, troca de curativos, acompanhamento de pacientes idosos, controle de doenças crônicas e orientação médica inicial. Manter esse serviço é crucial para evitar deslocamentos longos, reduzir a pressão sobre ambulâncias e hospitais, e preservar um atendimento que faz parte da rotina da cidade há mais de três décadas.

Agora, os moradores esperam que a mobilização seja suficiente para garantir que a enfermeira continue atendendo a comunidade nos próximos anos.

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