Cientistas buscam desenvolver plantas resistentes à seca diante dos desafios climáticos
Pesquisadores identificam aminoácidos essenciais para a resposta das plantas ao estresse hídrico.
Uma equipe liderada pelo Instituto de Química-Física Blas Cabrera, na Espanha, fez uma descoberta significativa sobre como as plantas percebem e reagem ao estresse hídrico. Eles identificaram o “código molecular mínimo” que é fundamental para essa resposta, baseado em cinco aminoácidos.
Utilizando técnicas de cristalografia e mutagênese, os cientistas mapearam a evolução do receptor responsável por essa percepção nas plantas. Além disso, demonstraram que é possível reescrever esse receptor, o que abre novas possibilidades para a pesquisa na área.
O estresse hídrico é um fator crucial para a sobrevivência das plantas, pois o ácido abscísico é o hormônio que ativa os mecanismos de resposta às condições de seca. Apesar de já se passarem 19 anos desde a descoberta do funcionamento desses receptores, ainda não foi desenvolvida uma versão comercial que utilize esse conhecimento de forma eficaz.
A equipe do Instituto de Química-Física Blas Cabrera busca solucionar essa questão. Embora 10.000 anos de seleção agrícola tenham aumentado significativamente a produtividade das plantas, elas se tornaram mais vulneráveis à falta de água. O que os pesquisadores conseguiram foi desvendar a gramática que pode ser usada para abordar essa problemática.
Recentemente, a União Europeia alterou suas regras sobre edição genética, um passo importante, embora a regulamentação ainda permaneça conservadora. O novo Regulamento de Novas Técnicas Genômicas promete impulsionar o desenvolvimento de soluções mais eficazes, mas os desafios permanecem, com quase duas décadas de pesquisas sem resultados concretos.
O tempo é um fator crítico, e a urgência em encontrar respostas se torna cada vez maior diante das mudanças climáticas e suas consequências para a agricultura.
