Cientistas de Stanford encontram composto de iguaria marinha que reverte envelhecimento cerebral

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Composto de ascídias pode ajudar a combater o envelhecimento cerebral

Pesquisadores descobriram que plasmalogênios, lipídios presentes em ascídias, podem ajudar a combater alterações associadas ao envelhecimento cerebral. O estudo, realizado por instituições de renome, demonstrou resultados promissores em camundongas idosas tratadas com essas moléculas.

Os plasmalogênios são um tipo de fosfolipídio que desempenha um papel crucial na estrutura e funcionamento das membranas celulares. Comumente encontrados no cérebro, coração e células imunológicas, seus níveis tendem a diminuir com a idade, correlacionando-se com doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

No experimento, camundongas da linhagem C57BL/6J, com 16 meses, foram divididas em dois grupos: um que recebeu plasmalogênios e outro que serviu como controle. A suplementação foi feita diariamente durante dois meses. Os resultados começaram a aparecer em testes de comportamento, como o labirinto aquático de Morris, onde os animais tratados encontraram a plataforma escondida mais rapidamente.

Além disso, os camundongos que receberam plasmalogênios mostraram um aumento no tempo gasto na área onde a plataforma estava localizada, indicando uma melhoria na memória espacial. A análise do hipocampo revelou que as estruturas neurais responsáveis pela comunicação estavam mais preservadas nos animais tratados.

  • Mais sinapses: aumento na quantidade e densidade de conexões neurais no hipocampo.
  • Mais vesículas sinápticas: preservação dessas estruturas essenciais para a comunicação neuronal.
  • Maior plasticidade sináptica: aumento da sinaptofisina, proteína associada às vesículas sinápticas.
  • Mais células-tronco neurais: aumento de células positivas para Sox2, indicando neurogênese.
  • Menos neuroinflamação: redução na ativação da micróglia e em moléculas inflamatórias.

Esses resultados sugerem que a suplementação com plasmalogênios pode atuar em múltiplas frentes do envelhecimento cerebral, preservando conexões neurais, estimulando a formação de novas estruturas e reduzindo a inflamação que prejudica o funcionamento cerebral.

Os pesquisadores também analisaram a expressão genética no hipocampo, identificando 802 genes com diferenças significativas entre os grupos. As alterações estavam ligadas a processos de sinapses, neurogênese e metabolismo de lipídios, sugerindo que os plasmalogênios podem favorecer a formação e manutenção de conexões neurais.

Outros fatores, como a micróglia, também foram considerados. Nos animais tratados, as células apresentaram características mais semelhantes às de camundongos jovens, com níveis reduzidos de citocinas inflamatórias. Além disso, a hipótese do eixo intestino-cérebro foi levantada, sugerindo que a ingestão de plasmalogênios pode influenciar a microbiota intestinal e, consequentemente, o cérebro.

Curiosamente, os camundongos tratados também desenvolveram pelos mais espessos e brilhantes, com novas pelagens escuras aparecendo durante a suplementação. No entanto, é importante ressaltar que os resultados ainda precisam ser confirmados em humanos, e mais estudos são necessários para determinar a dosagem adequada e a segurança da suplementação a longo prazo.

Portanto, embora os achados sejam promissores, não se pode considerar a ingestão de ascídias ou suplementos de plasmalogênio como uma solução comprovada para reverter o envelhecimento cerebral em seres humanos.

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