Cinegrafista do Grupo RBS é agredido durante Maratona NB 42K

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Agressão a cinegrafista durante maratona em Porto Alegre gera repercussão

Na manhã do último domingo, 12, durante a maratona NB 42K em Porto Alegre, um incidente na linha de chegada resultou em agressão a um cinegrafista. Carlos Alberto Machado Junior, do Grupo RBS, capturou em vídeo o momento em que um homem empurrou seu equipamento de trabalho, provocando indignação entre entidades da categoria.

Testemunhas afirmam que o agressor seria um dos organizadores do evento, que tentou limitar o espaço da equipe da RBS, alegando que a cobertura da emissora não deveria ocorrer ali. Apesar de o cinegrafista e sua equipe possuírem credenciamento oficial, houve um confronto direto entre Carlos Alberto e o responsável pela corrida.

A situação se agravou com a intervenção da Guarda Municipal de Porto Alegre, que teria sido chamada para remover os jornalistas da área de chegada, que é uma via pública. Após o empurrão contra sua câmera, Carlos Alberto decidiu registrar um Boletim de Ocorrência.

Em comunicado, o Grupo RBS manifestou repúdio à violência, reafirmando sua posição contra intimidações a profissionais da imprensa. A emissora expressou solidariedade ao cinegrafista e ao jornalista Bruno Marsilli, que estão recebendo apoio jurídico.

Reação das entidades

A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS) ressaltou que o livre exercício da atividade jornalística é fundamental para a democracia e o direito à informação. A associação, que conta com Carlos Alberto entre seus associados, repudiou a agressão e exigiu uma investigação rigorosa, além da responsabilização do agressor.

O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) também se manifestaram, apoiando o cinegrafista e denunciando o ocorrido. Embora o repórter que acompanhava Carlos Alberto não tenha sofrido violência física, também foi solicitado a deixar o local. As entidades pedem que a Justiça tome as providências necessárias para que o agressor seja responsabilizado.

O Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul se uniu aos protestos, classificando a agressão como “covarde e hostil”. A nota oficial enfatiza que é inaceitável que profissionais de comunicação sejam alvo de violência em seu trabalho, e que a legislação nacional garante a liberdade para o exercício profissional.

Nota do Grupo RBS:

O Grupo RBS repudia toda e qualquer forma de violência e reitera sua inconformidade com intimidações a profissionais no exercício da atividade jornalística. Manifestamos nossa solidariedade ao cinegrafista Carlos Alberto Machado Junior e ao jornalista Bruno Marsilli, que estão recebendo acompanhamento e suporte jurídico neste momento.

Manifestos das entidades:

A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS) expressou apoio ao cinegrafista agredido durante a cobertura da maratona, ressaltando que a agressão é inaceitável e que o livre exercício da atividade jornalística é um dos pilares da democracia.

O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS) e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) também demonstraram solidariedade ao cinegrafista, exigindo que a Justiça tome as medidas cabíveis contra o agressor.

O Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul manifestou veemente repúdio ao ato de agressão, destacando a importância de garantir a segurança dos profissionais de comunicação e a liberdade de atuação em espaços públicos.

A situação evidencia a necessidade de proteção e respeito aos direitos dos jornalistas, especialmente em eventos públicos, onde a atuação da imprensa é vital para a transparência e informação da sociedade.

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