Civis em Teerã enfrentam o horror da guerra: ‘Minha filha está sob os escombros’

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Conflito no Irã gera devastação e luto entre civis em Teerã.

Equipes de resgate trabalham incansavelmente nos escombros de um prédio residencial em Teerã, que foi destruído por um ataque aéreo. Uma mãe, desesperada, clama por sua filha, que permanece desaparecida sob os destroços.

O ataque, ocorrido em um bairro residencial, deixou a população local em estado de choque. “Eles não têm pessoal suficiente para tirá-la de lá”, desabafa a mulher, que teme pela segurança da filha, que tem medo do escuro.

O Irã enfrenta uma guerra com os Estados Unidos e Israel, que realizam ataques aéreos em várias regiões do país. Esses bombardeios têm um impacto devastador sobre os civis, que se veem presos entre as hostilidades e um regime repressivo que já respondeu a protestos com brutalidade.

Imagens coletadas por jornalistas independentes revelam a gravidade da situação em Teerã. Os ataques têm como alvo estruturas associadas ao regime, mas as consequências para os civis são catastróficas.

Um ataque aéreo em 9 de março destruiu um prédio de apartamentos em Resalat, onde dezenas de famílias viviam. A destruição foi tão intensa que muitos moradores perderam tudo, incluindo seus documentos e bens pessoais.

Autoridades locais estimam que entre 40 e 50 pessoas morreram nesse ataque específico. Os desabrigados foram forçados a se refugiar em um hotel nas proximidades, enquanto tentam lidar com a perda de suas casas e entes queridos.

As Forças de Defesa de Israel alegam que o alvo do ataque era um prédio militar utilizado pela Basij, uma força paramilitar iraniana. No entanto, a análise dos danos sugere que o impacto se estendeu além do alvo pretendido, atingindo áreas residenciais.

Imagens de satélite mostram a destruição de vários edifícios em rápida sucessão, com relatos de múltiplas explosões em questão de segundos. Sobreviventes descrevem a experiência como aterrorizante, com explosões que os arremessaram para longe.

Especialistas militares indicam que a Força Aérea Israelense pode estar utilizando bombas de grande porte, como a Mark 84, que pesam 907 kg e são projetadas para causar danos extensivos.

A ONU já advertiu sobre o uso de bombas poderosas em áreas densamente povoadas, devido ao alto risco para civis. Especialistas em direito humanitário expressam preocupações sobre a legalidade e a proporcionalidade dos ataques realizados.

Desde o início do conflito, os ataques têm sido generalizados, com mais de 12 mil bombas lançadas em todo o Irã e 3.600 apenas em Teerã. Os alvos incluem delegacias de polícia, quartéis e instalações militares, muitas vezes situados em áreas residenciais.

Além disso, a agência de notícias HRANA relata que 1.464 civis, incluindo 217 crianças, foram mortos no primeiro mês do conflito. A situação tem gerado um crescente ressentimento entre a população, mesmo entre aqueles que antes apoiavam o regime.

Moradores criticam as autoridades iranianas pela falta de medidas de segurança e suporte durante os ataques. A ausência de comunicação clara e a falta de abrigos têm deixado a população vulnerável e insegura.

Enquanto os conflitos continuam, as consequências são sentidas profundamente na vida cotidiana, com casas destruídas, famílias desintegradas e um clima de medo que permeia a cidade.

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