Cláudio Castro afirma deixar governo do Rio com a cabeça erguida
Governador Cláudio Castro renuncia para concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Cláudio Castro, governador do estado do Rio de Janeiro, anunciou sua renúncia ao cargo, com a intenção de se candidatar a uma vaga no Senado. A decisão foi formalizada em uma cerimônia realizada no Palácio Guanabara, onde se despediu de seus aliados e colaboradores.
Durante o evento, Castro expressou sua gratidão pelo tempo em que esteve à frente do governo, afirmando que encerra sua gestão de “cabeça erguida”. Ele foi reeleito em 2022, recebendo 4,9 milhões de votos no primeiro turno, um indicativo de sua base de apoio no estado.
A renúncia ocorre em um momento delicado, uma vez que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento de um processo que envolve a Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação e Servidores Públicos do RJ (Ceperj). Este processo questiona a legalidade da reeleição de Castro, acusando-o de abuso de poder político e econômico durante sua campanha.
Julgamento
O TSE dará prosseguimento ao julgamento na terça-feira (24), onde será analisado o pedido de cassação do mandato do governador. Em uma votação anterior, a ministra relatora Maria Isabel Galotti já havia se manifestado a favor da cassação, mas o caso foi suspenso após um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que agora irá votar.
Caso a decisão da relatora seja mantida, Cláudio Castro poderá enfrentar a inelegibilidade por um período de oito anos, o que resultaria na convocação de novas eleições para o governo do estado.
Eleição
A saída de Castro também impacta a estrutura de governo, uma vez que o vice-governador Thiago Pampolha já havia assumido um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, está afastado de suas funções. Neste contexto, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, assumirá interinamente a governança do estado.
De acordo com a legislação vigente, Couto terá um prazo de dois dias para organizar uma eleição indireta, onde os 70 deputados estaduais escolherão, em até 30 dias, um novo governador interino. Este novo gestor ficará à frente do governo até que as eleições majoritárias ocorram em outubro, definindo o futuro político do estado.