Claudio Castro é investigado novamente em operação sobre suspeitas da Refit

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Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, é alvo de nova operação da Polícia Federal.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de uma ação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal, sendo esta a segunda vez que ele é investigado em relação à refinaria Refit.

A operação, que faz parte da segunda fase da Operação Sem Refino, investiga a possível concessão de licenças ambientais pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, em desacordo com as diretrizes técnicas exigidas para a atividade da Refit.

Os mandados de busca foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A defesa de Castro afirma que ele não possui qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas à refinaria.

Em nota, a defesa expressou que ainda não teve acesso ao conteúdo completo da denúncia e aguarda a liberação dos autos para se manifestar de maneira mais detalhada. A nota ressalta que todos os atos realizados durante a gestão de Castro seguiram as normas técnicas, jurídicas e administrativas estabelecidas pela legislação.

A defesa também destacou que a gestão de Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos quitasse dívidas com o Estado do Rio, totalizando cerca de R$ 1 bilhão. Além disso, a Procuradoria-Geral do Estado moveu diversas ações contra a empresa durante sua administração, evidenciando a atuação do estado em defesa do interesse público.

A Polícia Federal investiga suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica, todos relacionados à comercialização de combustíveis.

A operação visa apurar fraudes na concessão de licenças ambientais para a refinaria, além de investigar a lavagem de capitais ligada a um esquema criminoso.

Outros alvos da operação incluem os ex-secretários Bernardo Rossi, que atuou na área de Meio Ambiente e é candidato a deputado federal, e José Mauro Júnior, ex-secretário de Transformação Digital. As defesas destes ex-secretários estão sendo contatadas.

Antônio Carlos Santos, conhecido como Pipo, também é um dos alvos. Ele é advogado e aliado de Castro, além de ter sido assessor de Domingos Brazão, condenado por envolvimento no assassinato de Marielle Franco. Pipo é acusado de invadir terras públicas em áreas dominadas por milicianos na zona oeste do Rio de Janeiro, e sua defesa ainda não foi localizada.

Na primeira fase da operação, realizada em maio, o ministro Moraes já havia autorizado buscas contra Castro e determinado a prisão de Ricardo Magro, proprietário da Refit, que atualmente é considerado foragido, vivendo no exterior. O ministro também ordenou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades das empresas investigadas.

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