Cláudio Castro expressa gratidão a Vorcaro após jantar de R$ 66 mil em Nova York e destaca experiência incrível

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Ex-governador do Rio de Janeiro é investigado por supostas irregularidades financeiras.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está sob investigação da Polícia Federal (PF) por supostas irregularidades relacionadas a aportes financeiros do Rioprevidência em fundos do Banco Master. A operação, que ocorreu na terça-feira (26), incluiu buscas e apreensões em endereços relacionados ao ex-governador e a outros envolvidos.

Diálogos obtidos pela PF revelam que Castro enviou agradecimentos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, após um jantar custeado pelo banqueiro em Nova York, que totalizou R$ 66 mil. As conversas foram acessadas através do celular de Vorcaro e levantaram suspeitas sobre a liberação de R$ 3 bilhões do Rioprevidência para o banco e seus fundos associados.

Em uma das mensagens, Vorcaro enviou a Castro o endereço do restaurante Nusr-Et Steakhouse, famoso por seus pratos de carne. Após o jantar, Castro expressou sua gratidão, afirmando que foi uma “experiência incrível”. A investigação aponta que, um minuto antes dessa mensagem, Vorcaro recebeu uma notificação de cobrança de US$ 13 mil, sugerindo que ele bancou o jantar.

Além do jantar em Nova York, a PF encontrou registros de encontros entre Vorcaro e Castro no Brasil, incluindo na residência oficial do governador. As investigações indicam que a relação entre os dois pode ter facilitado a liberação de recursos do Rioprevidência, embora as conversas não mencionem diretamente o fundo.

A defesa de Cláudio Castro refutou as alegações de que ele tenha influenciado a liberação dos recursos do Rioprevidência. Em nota, enfatizou que os contatos entre ele e Vorcaro ocorreram em contextos oficiais e sociais, sem qualquer irregularidade ou benefício pessoal. A defesa também negou conhecer um suposto intermediário mencionado nas investigações e afirmou que não houve custeio de despesas pessoais por Vorcaro.

A nota ainda destaca que todos os investimentos do Rioprevidência seguiram os procedimentos legais e administrativos adequados, com a supervisão do Banco Central. Castro não participou das decisões técnicas relacionadas aos investimentos, evidenciando a autonomia dos órgãos responsáveis.

Após surgirem questionamentos sobre as operações com o Banco Master, Castro tomou medidas para investigar a situação, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência. Em dezembro de 2025, aproximadamente R$ 1,4 bilhão foram resgatados de fundos administrados pelo banco, protegendo os interesses dos servidores do estado.

As compras de Letras Financeiras do Banco Master foram encerradas em 2024, e não houve novos aportes após a determinação do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. A defesa reafirma a confiança no esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições competentes.

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