Cleitinho propõe discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução de supersalários

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Senador Cleitinho propõe debate sobre jornada de trabalho e redução de privilégios no serviço público.

Em um pronunciamento no Plenário, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) destacou a necessidade urgente de discutir o fim da escala de trabalho 6×1, onde os profissionais trabalham seis dias e têm um dia de folga. Para ele, essa questão deveria ser a “pauta mais importante do Brasil”, superando as divisões ideológicas entre esquerda e direita.

O senador enfatizou que a remuneração atual é insuficiente para cobrir as despesas básicas das famílias brasileiras. Ele ressaltou a disparidade entre o esforço dos trabalhadores e o retorno financeiro que recebem, o que gera uma situação insustentável para muitos.

“Isso aqui deveria ser debatido para toda a população brasileira. Todos os políticos do Brasil deveriam estar debatendo isso aqui: R$50, hoje, é o dia do trabalhador, o que ele recebe trabalhando oito horas por dia; R$50. É isso aqui que ele recebe. Isso aqui não dá para comprar nem uma pizza hoje; não dá.”

Cleitinho defendeu que a discussão sobre a jornada de trabalho é essencial para garantir dignidade e renda aos trabalhadores. Ele acredita que a redução da carga horária não causará danos à economia, afirmando que “o país já está quebrado”.

“Quem quebrou o país foram os políticos. Parem de ficar mentindo para o povo! […] Se o país está ladeira abaixo, nunca é culpa do trabalhador, que paga imposto rigorosamente em dia.”

Corte de privilégios

Além de criticar a jornada de trabalho, o senador direcionou seus comentários aos benefícios e salários de agentes públicos, especialmente no Judiciário. Cleitinho sugeriu uma revisão rigorosa dos auxílios e a redução das despesas do Estado, propondo que isso abriria espaço para valorizar o setor produtivo e os trabalhadores.

“Já passou da hora de a gente dar um fim nos supersalários. Essa discussão tem de ocorrer aqui também. É com isso que a gente vai mudar o país”, afirmou o senador.

O parlamentar argumentou que o foco do Congresso Nacional deve ser a redução da desigualdade entre a elite do funcionalismo e a base da pirâmide laboral, priorizando leis que garantam mais dignidade e melhores remunerações para os trabalhadores.

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