CNI envia carta a congressistas defendendo escala 6 X 1

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CNI manifesta preocupação com mudanças na jornada de trabalho no Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou um manifesto ao Congresso solicitando a rejeição de propostas que visam alterar a jornada de trabalho no Brasil. O documento, intitulado “Escala 6 X 1: o Brasil precisa de mais competitividade, não de mais custos”, foi apresentado na segunda-feira.

O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, planeja enviar um projeto de lei com urgência constitucional para modificar a jornada de trabalho, limitando-a a 40 horas semanais, com manutenção dos salários e dois dias de descanso. O projeto não prevê regras de transição, o que gerou preocupação entre os representantes da indústria.

A CNI expressou sua apreensão quanto à possibilidade de mudanças serem decididas de forma apressada pelos congressistas. A entidade argumenta que tais alterações podem impactar negativamente a competitividade do Brasil, os empregos formais e a produtividade das empresas.

Além da CNI, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e mais de 800 associações do setor produtivo assinaram o manifesto. Elas enfatizam que a discussão sobre a jornada de trabalho deve ser precedida de um debate técnico aprofundado e uma análise cuidadosa dos impactos econômicos.

As projeções da CNI indicam que a redução da jornada para 40 horas semanais, mantendo os salários, pode aumentar os custos com empregados formais entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano. Para a indústria, esse impacto pode chegar a R$ 88 bilhões anuais, resultando em um aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor, com os produtos de supermercado podendo ficar 5,7% mais caros.

A CNI defende que, embora a melhoria das relações de trabalho seja essencial, as mudanças devem ser implementadas com uma transição adequada e associadas a ganhos reais de produtividade. A entidade alerta que, sem essas condições, a tendência é de aumento de custos, pressão sobre os preços e um desestímulo a investimentos, além de um aumento da informalidade no mercado de trabalho.

O manifesto destaca a necessidade de um debate responsável, especialmente em um ano eleitoral, onde decisões precipitadas podem ter consequências negativas para a economia. A CNI pede aos parlamentares que considerem a realidade econômica do Brasil e as necessidades das empresas antes de deliberar sobre o assunto.

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