Com presença de IA em todo o conteúdo, marketing precisa gerenciar posicionamento e acervo, afirma diretor da Numen
Inteligência artificial moldará o futuro do LinkedIn, segundo especialistas.
Toda publicação no LinkedIn, em algum momento, será influenciada pela inteligência artificial (IA). Essa previsão foi feita durante um painel realizado no IT Forum Na Mata Marketing, onde especialistas discutiram o futuro do marketing e vendas.
O diretor de marketing da Numen, Rafael Cabral, destacou que a IA desempenhará um papel crucial na validação, correção e sugestão de temas para o conteúdo da plataforma. Ele alerta que, com a democratização da produção de conteúdo, o marketing perderá sua exclusividade, o que pode resultar em um volume de informações sem retorno significativo.
A falta de uma base sólida para a produção de conteúdo pode resultar em materiais pasteurizados, sem posicionamento claro e sem mensuração de resultados. Cabral enfatiza que, sem um objetivo definido, o conteúdo se torna irrelevante.
O evento também contou com a presença de líderes de marketing de empresas parceiras, que se prepararam para o IT Forum Praia do Forte. Além de Cabral, participaram do painel o CEO do IT Forum, André Cavalli, e a fundadora da Stratlab, Fernanda Nascimento, com mediação de Déborah Oliveira, diretora de Marketing e Conteúdo do Itaqui.
Posicionamento não se empresta
Cabral destacou a importância do posicionamento como base essencial para a produção de conteúdo. Ele usou a Numen como exemplo, uma consultoria que compete com gigantes como Accenture e Deloitte, enfatizando a necessidade de construir uma marca própria em vez de depender do reconhecimento de parceiros.
A Numen ampliou seu portfólio por meio de parcerias estratégicas e aquisições, comunicando não apenas o que representa, mas o valor que entrega. Cabral afirma que a construção da marca deve ser baseada na proposta de valor da empresa.
Cavalli complementou a discussão, apontando a distância entre marketing e vendas. Ele ressaltou que, com a IA, compradores e vendedores têm acesso às mesmas informações, o que pode levar à indiferenciação das ofertas. A confiança se torna um fator crucial na decisão de compra, conforme sintetizado por Fernanda Nascimento.
Acervo sob controle da área
Outro ponto abordado foi a necessidade de um repertório que suporte as ferramentas de marketing. Com equipes de vendas e produtos gerando conteúdo, a qualidade da marca pode ser comprometida. A solução proposta foi não restringir o uso da IA, mas sim curar o acervo disponível através do marketing.
Cabral revelou que a Numen utiliza uma assistente de IA integrada ao Teams para apoiar os colaboradores, enquanto a CI&T centraliza seus agentes em uma plataforma própria de IA, garantindo que o material gerado esteja alinhado com a identidade da marca.
Cavalli concluiu o debate comparando a resistência ao uso da IA com a tentativa de bloquear a internet nas empresas nos anos 90, ressaltando que a inovação não pode ser ignorada, pois já está em andamento.
