Condenação de Eduardo pode aumentar possibilidade de ação de Magnitsky contra Moraes, afirma Paulo Figueiredo

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Condenação de Eduardo Bolsonaro gera reações e destaca a estratégia dos bolsonaristas nos EUA.

O empresário Paulo Figueiredo comentou sobre a recente condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, afirmando que isso “acentua nossa posição de vítima e aumenta nossa munição”.

Eduardo foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto por coação no curso do processo, devido à sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e obstruir a investigação sobre a trama golpista. O julgamento ocorreu na terça-feira.

Em suas redes sociais, o ex-deputado classificou a condenação como “sem pé nem cabeça”, alegando que o objetivo é afastá-lo das próximas eleições.

Com a decisão, Eduardo se torna inelegível por oito anos e terá que pagar uma multa de aproximadamente R$ 150 mil. Ele também perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado, embora ainda caiba recurso à sua condenação.

Eduardo não apresentou seus advogados durante o julgamento e foi representado pelo defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa. Figueiredo informou que o ex-deputado deverá constituir um advogado assim que for notificado.

Segundo Figueiredo, a condenação reforça as pautas que eles têm discutido nos EUA, incluindo o retorno da Lei Magnitsky, que impõe sanções a estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção. Essa lei foi aplicada ao ministro Alexandre de Moraes no ano passado, mas foi retirada após uma aproximação entre Lula e Donald Trump.

Em fevereiro, Eduardo mencionou essa solicitação durante a CPAC, um importante evento conservador. Na visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca em maio, a mesma solicitação foi feita, com Figueiredo e Eduardo sendo os principais defensores do retorno da sanção.

Figueiredo expressou que a condenação não altera a vida deles, exceto por reforçar sua narrativa de vitimização. Ele afirmou que Eduardo tinha ciência de que seria condenado ao vir para os EUA e que só retornariam ao Brasil caso Flávio seja eleito presidente.

Ele também fez uma ameaça implícita aos demais ministros do STF, insinuando que eles poderiam ser os próximos alvos de ações semelhantes.

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a “desinformação” promovida por Eduardo e Figueiredo ao governo Trump prejudicou o Brasil ao tentar beneficiar Jair Bolsonaro, mas que isso não intimidou a corte.

Figueiredo, que também enfrenta acusações no caso da trama golpista, foi denunciado junto a Eduardo, mas os processos foram desmembrados. Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, enquanto Figueiredo, residente nos EUA há mais de dez anos, deveria ser notificado pessoalmente.

A Procuradoria Geral da República (PGR) alegou que Eduardo mobilizou contatos nos Estados Unidos para obter sanções pessoais contra ministros do STF, além de punições econômicas para o Brasil, como tarifas aplicadas por Trump.

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