Confiança da indústria gaúcha aumenta em outubro, mas permanece em território negativo
Confiança do Empresário Industrial no Rio Grande do Sul apresenta leve recuperação em outubro.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) registrou um avanço de 3,1 pontos em outubro, subindo de 42,4 para 45,5 pontos. Apesar desse aumento, o índice ainda se encontra abaixo da marca de 50 pontos, que indica a transição entre a confiança e a falta de confiança entre os empresários.
A melhora no índice foi impulsionada principalmente pelas expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O indicador que avalia essa percepção subiu 4,1 pontos, atingindo 48,9, o maior nível do ano, embora ainda permaneça em território negativo.
Os dados da pesquisa mostram que a perspectiva para as próprias empresas voltou a ser otimista, com um índice de 52,2 pontos. Entre os industriais consultados, 30,4% esperam uma melhoria nas condições de seus negócios nos próximos seis meses, enquanto 48,8% acreditam que a situação permanecerá estável.
Em relação ao panorama da economia brasileira, o índice de expectativas avançou 5,9 pontos, alcançando 42,4. Essa é a segunda alta consecutiva e o maior patamar desde novembro de 2024. Apesar disso, 36,8% dos empresários preveem uma deterioração do cenário econômico nos próximos meses, e 47,2% acreditam que a situação permanecerá inalterada.
Claudio Bier, presidente do Sistema Fiergs, ressalta que a recuperação da confiança é modesta e aponta preocupações para o setor industrial. Ele menciona que incertezas políticas e econômicas, além de mudanças na jornada de trabalho, impactam as perspectivas de produtividade, produção e emprego. No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio e os riscos associados ao petróleo, bem como as incertezas em torno do fenômeno El Niño, são fatores que preocupam os empresários.
Avaliação do cenário atual
A percepção sobre as condições atuais também apresentou uma leve melhora, mas ainda é considerada negativa. O indicador subiu 0,8 ponto, chegando a 38,6, mantendo-se abaixo da marca de 50 pontos desde novembro de 2024 e ficando abaixo de 40 pela terceira vez neste ano.
No que diz respeito à avaliação da economia brasileira, 62,4% dos entrevistados afirmaram que as condições pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto 36,8% consideraram que permaneceram inalteradas. O índice desse componente atingiu 30,9 pontos, em comparação com 29,6 em setembro.
O indicador referente às condições das próprias empresas teve um leve aumento de 0,5 ponto, alcançando 42,4, interrompendo uma sequência de três meses de queda. Apesar disso, 36% dos empresários relataram piora ou uma deterioração acentuada em seus negócios em comparação com os seis meses anteriores, enquanto 55,2% afirmaram que a situação permaneceu estável.
No cenário nacional, o índice de confiança da indústria também apresentou um crescimento em outubro, passando de 44,9 para 46,2 pontos. Esse resultado marca o 22º mês consecutivo em que o indicador nacional se mantém abaixo da linha de 50 pontos.