Confiança do setor industrial gaúcho permanece em nível baixo em julho, segundo Fiergs

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Índice de Confiança do Empresário Industrial no Rio Grande do Sul segue em baixa

O Icei-RS (Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul) registrou estabilidade em julho de 2026, com 45,2 pontos. Este resultado continua abaixo da linha divisória de 50 pontos e da média histórica de 52,8, refletindo um cenário de baixa confiança entre os empresários.

A confiança dos industriais gaúchos permanece em níveis baixos desde dezembro de 2024, influenciada por uma combinação de fatores internos e externos. As incertezas sobre a política monetária, o equilíbrio fiscal e o ambiente político-eleitoral de 2026 contribuem para essa situação. Além disso, as tensões geopolíticas e a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros comprometem a competitividade dos exportadores e impactam cadeias produtivas que dependem do mercado americano.

A estabilidade do índice é evidenciada pelo comportamento divergente dos seus componentes. O Índice de Condições Atuais registrou uma queda de 0,4 ponto em relação ao mês anterior, enquanto o Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto.

Condições atuais

O Índice de Condições Atuais caiu de 41,9 para 41,5 pontos em julho, permanecendo abaixo da linha divisória, o que indica que os empresários ainda percebem um agravamento das condições econômicas do Brasil e das suas empresas em comparação com seis meses atrás. O Índice de Condições da Economia Brasileira teve uma redução de 0,8 ponto, situando-se em 34,2, reforçando a percepção negativa em relação ao cenário econômico nacional.

Conforme os dados coletados, 55,6% dos empresários da indústria gaúcha consideram que as condições econômicas do Brasil pioraram nos últimos seis meses, enquanto apenas 2,3% notaram alguma melhora. O Índice de Condições da Empresa também caiu 0,2 ponto, de 45,4 para 45,2, permanecendo abaixo da linha de 50 e distante da média histórica de 48,9.

Em relação às condições de negócios, 25,6% dos empresários afirmaram que a situação de suas empresas piorou nos últimos seis meses, enquanto 65,4% relataram estabilidade.

Expectativas

Por outro lado, o Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto, alcançando 47,1, embora ainda abaixo da linha de 50, o que sugere um panorama de expectativas majoritariamente desfavoráveis para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas para a Própria Empresa diminuiu 0,1 ponto, caindo para 51,2. Apesar dessa queda, o indicador ainda indica otimismo moderado, já que 23,3% dos entrevistados preveem melhorias em seus negócios, enquanto 57,1% acreditam que a situação permanecerá a mesma.

Por fim, o Índice de Expectativas da Economia Brasileira cresceu 1,1 ponto, passando de 37,7 para 38,8, mas ainda distante da linha de 50, sinalizando uma persistência de expectativas pessimistas no cenário nacional. Nesse contexto, 41,4% dos empresários projetam uma deterioração das condições econômicas do Brasil nos próximos meses.

A pesquisa foi realizada entre 1º e 10 de julho, abrangendo 134 empresas de diversos portes, incluindo 30 pequenas, 41 médias e 63 grandes.

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